A discórdia do PMDB (2)

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Disputas são da política, e sempre são marcadas pelas paixões, porque o premio do vencedor é o poder. Têm ocorrido entre partidos, tem união de partidos para derrotar outros, e tem principalmente confrontos internos, que podem determinar o futuro de lideranças.

O Brasil tem acompanhado a rivalidade entre as estrelas do PSDB – os senadores Aécio Neves e José Serra, e o governador Geraldo Alckmin – que travam batalhas pela candidatura a presidente da República em 2018.

Nem sempre as disputas internas são civilizadas como a do PSDB, onde não há ataques pessoais nem ações que comprometam o futuro da legenda. A história registra confrontos fratricidas, com rompimentos em alguns partidos, mas sempre entre líderes fortes eleitoralmente.

A desavença no PMDB da Paraíba é diferente. No período que antecedeu as eleições municipais, houve um racha interno: uma parte entendeu que deveria ir para a oposição e a outra preferiu ficar com o governador Ricardo Coutinho (PSB), esperando contar com seu apoio.

O grupo governista foi derrotado em todas as cidades onde disputou ou apoiou candidatos aliados. Agora, quer desalojar o grupo vencedor no PMDB.

A tese deles é de que a aliança feita em João Pessoa, do PMDB com PSD e PSDB, que elegeu Manoel Júnior vice-prefeito da Capital, foi a causa da derrota deles. Que o fato do PSB de Ricardo Coutinho ter lançado candidatos próprios nos seus municípios, enfrancendo suas postulações, ou de não ter dado o apoio esperado, foi consequência.

O argumento é questionável, mas tem atraído outros que esperam abrigo no governo, que já conta com PSB, PDT, DEM, PT, PSL, PEN, PR, PTdoB, PROS e PTB, entre outros.

Sem o partido, são simples apoiadores; com o partido, terão a marca do PMDB e principalmente o tempo de propaganda – o 2° maior, só perde para o PT, pois vale número de eleitos em 2014 – para negociar em posição estratégica para as eleições de 2018. Raimundo Lira quer vaga na chapa majoritária e os outros querem se viabilizar para a disputa.

Para o atual presidente, José Maranhão, que com Humberto Lucena fundou o MDB na Paraíba há 51 anos – são deles as fichas de filiação n° 1 e n° 2 – e foi o responsável pelo seu crescimento, marcante nos seus três governos, esse movimento pode ser amargo, mas não inesperado. É luta pela sobrevivência. E ele conhece como poucos a selva da política.

Torpedo

Meu grupo é o meu partido, é o PMDB. A tese que defenderei na reunião é a da candidatura própria do PMDB para o governo em 2018, é o protagonismo do PMDB. Do deputado Raniery Paulino, se posicionando sobre a disputa de poder no partido entre os que apoiam Ricardo Coutinho e os oposicionistas.

Ligia na China

A vice-governadora Lígia Feliciano, em visita a Shenzhen (China), conhecida por investimentos em sustentabilidade, propôs a empresários locais um projeto de transformação de resíduos sólidos em energia, na Paraíba.

Intercâmbio

Ligia esteve com a vice-presidente da Assembleia Popular de Shenzhen, Liu En, acompanhada do cônsul-geral do Brasil, José Vicente Lessa, que se comprometeu em articular o intercâmbio dos chineses com a Paraíba.

Prestígio

O deputado Gervásio Maia vai tomar posse na Presidência da Assembleia com pompa e circunstância. A solenidade será dia 1° de fevereiro, no Espaço Cultural, para ter como acomodar os convidados de todo o Estado.

Violência

Hoje, o ministro Alexandre de Moraes (Justiça), se reúne com secretários estaduais. Amanhã, será Michel Temer com os governadores. Em pauta, adesão ao Plano Nacional de Segurança, que chega tarde e desacreditado.

ZIGUE-ZAGUE

O PSD do ministro Gilberto Kassab e do deputado Rômulo Gouveia, dono de 38 votos, decide hoje quem apoiará para a presidência da Câmara Federal.

O ainda líder Rogério Rosso – Marcos Montes já escolhido seu sucessor – que se lançou candidato, liberou colegas. Rodrigo Maia deve ganhar esses votos.

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