A sintonia de Cartaxo

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Luciano Cartaxo está de bola cheia. Mal saiu de uma eleição e não só políticos, mas especialistas em marketing eleitoral e até videntes já preveem nova vitória em 2018. E a posse de Manoel Junior, que troca mandato de deputado federal pelo cargo de vice-prefeito – tem prejuízo financeiro e de prestígio – vai fortalecer essa tendência, porque não faria isso sem a perspectiva de assumir a titularidade em abril de 2018.

A oposição tem outros nomes – o senador Cássio Cunha Lima é outra opção – mas os holofotes estão sobre Luciano Cartaxo, tanto como resultado do embate com o PSB e Ricardo Coutinho nas últimas eleições, como pelas atitudes em sintonia com o que exige o momento brasileiro, que é de valorização de princípios éticos e morais, uma das boas consequências da Lava Jato.

Não se trata apenas de sorte. Cartaxo sabe onde quer chegar e está combinando discurso e prática. Começa pelo jeito de ser. Como o estilo “quero, posso e mando” é muito rejeitado, adotou como regra o diálogo.

Mesmo quando muito provocado – e passou por testes quando deixou o PT e na campanha eleitoral – prefere resposta eficiente a virulenta, que dá satisfação na hora, mas sempre tem dano colateral. Com isso, mantém portas abertas para o futuro.

Enquanto outros gestores usam os cargos públicos para agradar aliados, nomeando seus parentes, Luciano Cartaxo aprovou norma rigorosa contra o nepotismo. Não são poucos os que lançam mão de manobras para esconder o real numero de contratados sem concurso em suas gestões. Luciano encarou o problema e definiu uma política para a troca gradativa de servidores temporários por concursados.

Cartaxo também marcou ponto ao recusar aumento nos subsídios do prefeito, vice e secretários, como também fez o prefeito Romero Rodrigues, de Campina Grande.

A PMJP obteve nota 9.9, a mais alta da Paraíba, no Índice de Transparência da Gestão, apurado pelo TCE. Significa que o cidadão pode obter acompanhar onde seu suado imposto está sendo aplicado.

O desafio para Cartaxo será manter essa boa imagem, quando as previsões apontam um 2017 ainda de aperto na economia e virando alvo dos opositores. Terá 15 meses para ampliar legado e reforçar alianças, até ter que decidir se vai entrar na corrida pelo Palácio da Redenção.

Torpedo

“Luciano Cartaxo está numa fase iluminada como gestor, conseguindo a proeza quase improvável de equilibrar fortes iniciativas de corte e controle de despesas para enfrentar a crise com a realização de importantes obras. Faz isso pela maturidade e a capacidade de ouvir”, do secretário de Comunicação, Josival Pereira, destacando os pontos fortes do Prefeito que inicia, hoje, seu 2° mandato em João Pessoa.

Maioria

O prefeito Luciano Cartaxo (PSD) terá maioria para uma gestão tranquila. Dos 27 vereadores que tomam posse hoje, 16 são seus aliados. Em Campina Grande, Romero Rodrigues contará com 16 dos 23 parlamentares.

Composições

Dos 27 vereadores de João Pessoa, 13 estão estreando, mas já influenciaram sucessão na Casa. Vão eleger, hoje, Marcos Vinicius como presidente para o 1° biênio e João Corujinha para o 2°, e mesas ecléticas.

Sucessores

Entre os novatos na Câmara da Capital, quatro “herdeiros”: Leo Bezerra e Tamilson Soares, filhos dos deputados Hervázio Bezerra e Edmilson Soares; Damasio Franca Neto (Chico Franca) e Milanez Neto (Milanez Filho).

Esperança

Pelo tamanho do desafio, o médico Emerson Panta atrairá os holofotes para Santa Rita, que comandará pela vontade de 70,16% dos seus eleitores. Depois de quatro anos de crise, a cidade deseja paz e resultados.

Zigue-Zague

Do ministro Henrique Meirelles sobre crise e dívidas: “Os estados têm que criar regimes sustentáveis. Não se deve criar essa ilusão de que tudo depende de ajuda federal”.

PEC do senador Paulo Bauer (PSDB) pretende proibir 3° mandato no Brasil, tanto para presidente – como é regra nos EUA – como para governador e até prefeito.

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