A tese dos Paulino

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Quando, a pedido do presidente nacional Michel Temer, o PMDB da Paraíba decidiu apoiar Ricardo Coutinho no 2° turno de 2014, o ex-governador Roberto Paulino bateu de porta em porta em Guarabira, fez passeatas e comícios, e o socialista, que perdeu no 1° turno para Cássio Cunha Lima (obteve apenas 35,01% dos votos), atingiu nada menos que 52,27% dos apurados na sua cidade.

Filho do ex-governador, o deputado Raniery Paulino, que fez oposição durante seu 1° mandato, alegou coerência e não quis integrar a bancada governista na Assembleia, embora respeitasse a postura dos peemedebistas que passaram a apoiar Ricardo Coutinho.

Pouco tempo depois, o PSB, através de Célio Alves, então Secretário Executivo da Comunicação, estava atacando os Paulino e suas bases. Atraiu Josa da Padaria, que foi vice-prefeito de Fátima Paulino e depois prefeito com as bênçãos dela. E foi o escolhido para candidato contra Fátima, em outubro passado. Ganhou o tucano Zenóbio Toscano.

Cito esses fatos para destacar o compromisso dos Paulino – Roberto, Fátima e Raniery – com o PMDB. E estão dando uma nova prova de que não se deixam contaminar por episódios do tipo que relatei, quando há um interesse maior em questão. “Brigamos pelo PMDB, nunca com o PMDB”, reforça Raniery.

Diante da possibilidade de dois grupos do partido, os governistas e os oposicionsitas, medirem forças, os Paulino, que não estão filiados a nenhum dos lados, propõem uma alternativa de união que admite aliança com seus maiores adversários municipais: o PSDB e o PSB.

Raniery Paulino defende a tese do protagonismo do PMDB, ou seja, que o partido tenha candidato a governador em 2018. Contudo, lança a ideia de uma conciliação ampla. Diz que como Raimundo Lira tem amizade com Ricardo Coutinho e Cássio Cunha Lima, poderia disputar o governo pelo PMDB, tendo o socialista e o tucano como candidatos ao Senado. Todas as correntes contempladas e pacificadas.

A fórmula dos Paulino tem pouca chance de ser adotada em 2018, mas que mostra grandeza, isso é inegável. O racha fragiliza. “Divide et impera” era a estratégia favorita de César, o imperador romano, para subjulgar os inimigos. “Numquam cedere”, ou “nunca desistir”, traduz a posição da família Paulino, que já conseguiu adiar a reunião marcada para esta sexta-feira. Ganha tempo para a paz.

Do senador Cássio Cunha Lima, que em visita a Câmara de João Pessoa, garantiu empenho para viabilização do sistema de transporte público.

A verdade é que a ex-presidente Dilma Rousseff anunciou R$ 60 bilhões em investimentos, mas não tinha os recursos para tornar isto realidade. E não apenas João Pessoa, como muitas capitais ficaram sem implantar os VLTs por este problema. Tudo não saiu do papel.

Assustador

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostra que a taxa de homicídios na Paraíba, que em 2005 era de 18,16 mortes por grupo de 100 mil habitantes, cresceu para 35,4 em 2015, um aumento de 94,93%.

Plano Temer

Michel Temer adiou, a pedidos, reunião com os governadores sobre o Plano Nacional de Segurança, que ocorreria hoje. Agora será por região, mas tem reivindicação única: verbas vinculadas no orçamento da União.

3ª eleição?

A duas semanas da posse, novo mandado de segurança questiona a eleição de Joás de Brito para presidente do TJPB, eleito depois que o STF suspendeu a de João Alves, que não respeitou o critério de antiguidade.

Cargo cobiçado

Em campanha para a presidência da Câmara dos Deputados, Jovair Arantes (PTB) estará em João Pessoa amanhã, para encontros com parlamentares paraibanos. Enfrenta o favoritismo de Rodrigo Maia (DEM).

O governo vai disponibilizar as Forças Armadas para vistorias nos presídios estaduais. Os militares não vão lidar com presos, mas procurar “materiais proibidos”.

O senador Renan Calheiros deve trocar a Presidência do Senado pela liderança do PMDB. Ele mobiliza bancada para garantir outros cargos na Mesa para aliados.

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