Adolescente teria sido morto em rebelião por xingar familiares de internos, diz Fundac

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A Fundação Estadual da Criança e do Adolescente Alice de Almeida (Fundac) abriu sindicância para apurar o espancamento que culminou na morte do adolescente Alan Bruno, de 17 anos. O fato ocorreu no domingo (4), durante uma rebelião no Centro Educativo Edson Mota, em João Pessoa. As investigações apontam que o adolescente morreu porque teria xingado familiares de outros internos durante a visita.

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“A morte de Alan Bruno, que respondia por tráfico, não tem nada a ver com a rebelião. Alan Bruno foi espancando por outros internos porque ele xingou os parentes dos jovens durante a visita. Após a saída das pessoas, Alan, que estava em um quarto sozinho, foi retirado do local, levado para o pátio e espancando durante o motim, que gerou a rebelião. A vítima era uma pessoa problemática e se envolvia em confusão. Ele não tinha envolvimento com facção”, revelou Noaldo Meireles, presidente da Fundac.

Noaldo disse que Alan Bruno teve várias fraturas no rosto e morreu quando a equipe médica do Hospital de Trauma de João Pessoa se preparava para fazer a cirurgia. “Alan se submeteu a uma tomografia e não tinha nenhuma lesão do cérebro. As pancadas foram todas na boca e no rosto. O cirurgião se preparava para o procedimento quando o adolescente morreu. Estamos esperando o laudo cadavérico para saber a causa da morte do menor”, explicou.

Onze jovens que participaram da rebelião foram identificados e transferidos para outra unidade. Três deles confessaram que espancaram o adolescente e vão responder pelo homicídio.

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