A??es emergenciais

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Em boa hora o governador Ricardo Coutinho anunciou, ontem, ações emergenciais para o enfrentamento e a convivência com a terrível seca que se abate sobre o território da Paraíba. Eu, como pequeno proprietário rural entre os municípios de Itatuba e Aroeiras, sou testemunha do sofrimento de quem vive na zona rural, sem água para beber e tomar banho, para matar a sede dos animais e para irrigar o feijão de cada dia etc.

O plano anunciado ontem pelo governador Ricardo Coutinho chegará como uma bênção para muita gente, embora seja uma obrigação dos governantes chegar em socorro de quem sofre com a falta de chuva e de quem vê, a cada dia, o pouco da água que ainda resta em grandes reservatórios desaparecer por conta do consumo, da infiltração no solo e da evaporação.

Em muitas regiões, o desespero começa a tomar conta das pessoas, que não têm alternativas, já que na grande maioria dos municípios não choveu quase nada. Lá mesmo, na região de Itatuba, a chuva que caiu em nada alterou o nível da barragem Argemiro de Figueiredo (Acauã), uma das maiores do Estado, que está quase seca.

Com certeza, as medidas anunciadas pelo governador tirarão um pouco a tristeza das faces dos moradores da zona rural, já que muitas famílias serão beneficiadas com barreiros, barragens de terra, barragens subterrâneas, poços artesianos, poços amazonas, cisternas e até filtros de barro para que as pessoas possam ter um pouco mais de qualidade na água que bebem.

Alguém pode até criticar o governador, dizendo que ele está “chovendo no molhado”. Ou seja: construindo barragens de terra, barragens subterrâneas, barreiros e cisternas na zona rural em um período que não chove mais. Só que vai voltar a chover, por mais longo que seja o El Niño. E quando a chuva voltar, a Paraíba terá pronta uma completa infraestrutura de reservatórios para receber o presente dos céus.

Quero, neste espaço, parabenizar as ações do governo em relação ao enfrentamento à seca. O que foi anunciado já é alguma coisa positiva. Espero que o governador não pare por aí e continue pressionando o Governo Federal para que a Paraíba tenha mais investimentos na convivência com a seca.

As ações emergenciais são muito válidas, mas o governo e a sociedade não podem esquecer- como não esqueceu ontem o governador- que o problema só será resolvido em definitivo depois que as águas do rio São Francisco estiverem correndo pelos canais, rios e riachos da Paraíba e chegando às torneiras das casas. (Adelson Barbosa dos Santos)

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