Agenda 2016

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Nenhum dos 27 vereadores de João Pessoa conseguiu se eleger com seus próprios votos em 2012. Todos dependeram da legenda. O mais votado, Raoni Mendes (PDT) conseguiu apenas 7.832 votos, 56,83% dos necessários para assegurar uma vaga, ou seja, do quociente eleitoral, que foi de 13.781 votos.

Essa realidade explica a preocupação dos que serão candidatos em 2016, de estar filiado ao partido que ofereça mais chances de mandato. E todos estão analisando se ficam ou trocam de legenda, porque faltam exatamente 88 dias para o fim do prazo de filiação partidária e de domicílio eleitoral.

Em 2014 o partido também pesou, e muito, na disputa para a Assembleia: 15 que terminaram como suplentes tiveram mais votos do que eleitos. Um exemplo forte é o caso de Carlos Batinga (PSC), que tirou 25.905 votos, quase o dobro dos recebidos por João Bosco Carneiro (PSL), que com apenas 13.307 votos é deputado, graças a força da coligação que seu partido integrou.

Geralmente o movimento de troca-troca de partido ocorria da oposição para o governo, em busca de facilidades na véspera da eleição. Este ano o desgaste de algumas legendas envolvidas no escândalo da LavaJato ou Petrolão pode favorecer a procura por partido “ficha-limpa”, porque o eleitor mostra forte inclinação por mudança.

Embora tentando convencer políticos experimentados ou jovens promessas a se filiarem a seus partidos, os dirigentes das legendas têm ouvido de muitos que preferem aguardar a votação da reforma política no Senado Federal, que ainda pode proibir coligações para as eleições proporcionais e instituir outras cláusulas de barreira que dificultem a vida em pequenos partidos. E como todos que estão lá foram eleitos pelo voto majoritário, a possibilidade é real.

Se esse for o caminho do Senado, a reforma voltará à Câmara para nova votação. As mudanças precisam ser aprovadas até o dia 2 de outubro – um ano antes da eleição – para que produzam efeitos em 2016.

Para quem não quer esperar – são poucos na realidade atual – os grandes partidos que preservam boa imagem depois da Lava-Jato e têm bom tempo de televisão, são apostas de baixo risco. Mas todos já conversam e analisam alternativas.

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