Ap?s casos de microcefalia, PB intensifica combate ao mosquito Aedes aegypti

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Dezenas de municípios paraibanos estão intensificando as ações de combate ao Aedes aegypti, mosquito responsável pela transmissão do zika vírus, doença que pode estar ligada ao surto de microcefalia no país. Segundo o Ministério da Saúde, a Paraíba já soma 96 casos e é o segundo estado com situação mais crítica.

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Em João Pessoa, a Vigilância Ambiental informou que intensificou ações como visita domiciliar dos agentes ambientais com orientações aos moradores, aplicação de larvicida e inseticida nos focos do mosquito e recolhimento de pneus em vários pontos da cidade. De acordo com o órgão, somente este ano mais de 90 mil pneus foram recolhidos e mais de 300 mil casas dedetizadas, além de prédios e sucatas.

Ainda conforme a Vigilância Ambiental, as ações têm mostrado resultados positivos, pois o último Levantamento Rápido de Índices de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), realizado em outubro,  apontou que o município de João Pessoa é considerado de baixo índice de infestação do mosquito.  A cada 100 casas, apenas 0,3 apresentou risco de reprodução do mosquito.

Em reportagem divulgada em rede nacional nesta quarta-feira (25), a gerente de Vigilância Ambiental e Zoonoses de Campina Grande, Rossandra Oliveira, informou que a cidade estaria sem larvicida para combater o Aedes aegypti.

Porém, em contato com o Portal Correio, ela garantiu que a entrevista foi gravada na sexta-feira (20) e que o estoque já foi abastecido. “Hoje a quantidade de larvicida é suficiente para combater o mosquito em Campina Grande”, disse. A versão foi confirmada pela assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Saúde, que acrescentou que o veneno também foi distribuído em outros municípios da Paraíba.

Nesta quarta-feira (25), representantes da Vigilância em Saúde do Estado participam de uma reunião em Brasília cujo objetivo é avaliar as atividades de controle e prevenção das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. O encontro reúne gerentes de vigilância de todo país.

“Eliminando o mosquito, não deixando o Aedes aegypti nascer, nós venceremos juntos. O foco principal nesse momento é o controle da infestação do mosquito. Pra isso é importante engajamento e mudança de pensamento da população. A partir do momento que a população se engajar nessa luta contra o mosquito, venceremos essa luta”, enfatizou o ministro da Saúde, Marcelo Castro.

“É extremamente importante fazer as ações de combate ao mosquito, e como o próprio ministro disse, separar um dia para ‘o dia de faxina’, que será aquele dia, ao menos uma vez na semana, no qual realmente se olha dentro de casa pra eliminar os criadouros do mosquito”, completou Renata Nóbrega, gerente executiva de Vigilância em Saúde da Paraíba.

Também nesta quarta, secretários de Saúde e coordenadores de Vigilância Epidemiológica de 42 cidades se reúnem em Campina Grande para debater o protocolo de atendimento a ser adotado nos casos de pós-natal e intrauterina. De acordo a gerente da 3ª Gerência Regional de Saúde, Tatiana Medeiros, todos os municípios devem reforçar as ações na atenção básica, ampliando o combate ao mosquito e conscientizando a população a colaborar com o trabalho dos profissionais.

Microcefalia

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a microcefalia é uma malformação congênita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada para idade e sexo. As microcefalias podem ser causadas por fatores biológicos, genéticos, ambientais, químicos ou físicos.

Em nota enviada à imprensa, o Ministério da Saúde ressaltou que a microcefalia não é um agravo novo. Na atual situação, a investigação da causa é que tem preocupado as autoridades de saúde.

Crianças que nascem com microcefalia podem ter o desenvolvimento cognitivo debilitado. Não há um tratamento definitivo capaz de fazer com que a cabeça cresça a um tamanho normal, mas há opções de tratamento capazes de diminuir o impacto associado com as deformidades.

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