Ap?s chamar ju?zes de ignorantes, secret?rio pede desculpa

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O secretário de Meio Ambiente do Governo do Estado, Fabiano Lucena, usou sua conta no Facebook, nessa terça-feira (26), para se desculpar pela declaração dada por ele na semana passada chamando de ignorantes os juízes da 4ª Vara Mista de Cabedelo, João Machado de Souza Júnior e da 3ª Vara Mista de Cabedelo, Kéops de Vasconcelos. Na ocasião, o secretário também recomendou que os juízes fizessem uso do dicionário para interpretar a legislação ambiental.

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Na rede social, Fabiano Lucena reconheceu o erro e disse que se expressou de maneira inadequada. “Reconheço que não foi adequada a forma de expressar a minha insatisfação pela decisão judicial, ressaltando que a referida declaração foi de inteira responsabilidade pessoal. Apresento minhas escusas aos magistrados e a toda a classe”, escreveu.

As críticas de Fabiano Lucena foram motivadas pelas decisões dos magistrados, que suspenderam as proibições, estabelecidas pelo Governo do Estado, em Areia Vermelha, em Cabedelo, na Grande João Pessoa. No dia 15 de janeiro foi publicada no Diário Oficial do Estado portaria da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) que proibia a venda e consumo de bebidas e alimentos no Parque Estadual Marinho de Areia Vermelha.

A Associação dos Magistrados da Paraíba, por meio de nota, repudiou a declaração dada por Fabiano Lucena, considerando a atitude dele como lamentável. “. “Decisões judiciais são passíveis de recurso e não de comentários desrespeitosos. Portanto, o senhor Fabiano Lucena, caso insatisfeito, deve acionar o setor jurídico da sua secretaria para recorrer legalmente e não agir como o fez, demonstrando imaturidade”, dizia parte da nota.

“Em meio a uma centena de entrevistas e declarações sobre a implantação do Parque Estadual Marinho de Areia Vermelha, elevei desnecessariamente o tom das críticas em uma única fala”, justificou Fabiano Lucena.

Ainda no Facebook, ele reforçou o pedido de desculpa, mas declarou que permanece discordando das decisões dos juízes. “Registro que apesar de todo o respeito que merece a magistratura em geral e em particular os magistrados que proferiram as citadas decisões continuo discordando das mesmas por entender que a ação da SUDEMA em defesa do meio ambiente é dever de ofício e merece o apoio de toda a sociedade”, disse.

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