Atentados deixam mais de 100 mortos em Paris

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Uma série de ataques simultâneos em Paris nesta sexta-feira (13) mais de uma centena de mortos. Na casa de espetáculos Bataclan, os terrroristas assassinaram 118 pessoas que estavam sendo mantidas como reféns, afirmou o vice-prefeito de Paris Patrick Krugman. Outras 42 pessoas morreram em outros ataques. Entre os feridos, há ao menos dois brasileiros.

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Um dos alvos foi o Estádio da França, onde o presidente francês François Hollande assistia à partida entre França e Alemanha. Ele foi retirado do local.

Ao menos uma das três explosões registradas no local foi provocada por um homem-bomba, segundo as autoridades francesas. Outras duas foram detonadas nos arredores da arena.

As pessoas que acompanhavam o jogo ficaram impedidas de deixar o estádio após o atentado.

Outros quatro ataques ocorreram entre o 10º e o 11º arrondissement, na região nordeste da capital francesa. Os crimes ocorreram próximos dos escritórios do jornal Charlie Hebdo, onde um atentado matou 13 pessoas em janeiro último.

Quatro primeiros ataques

O primeiro dos quatro atentados ocorreu por volta das 21h20. Com metralhadoras Kalashnikov, dois atiradores abriram fogo contra os restaurantes Petit Cambodge e Le Carrillion, que ficam na mesma esquina.

Em seguida, foi registrado um ataque na Rue Fontaine Au Roi.

E, quase simultaneamente, houve forte explosão e um tiroteio de ao menos dez minutos dentro da casa de espetáculos Le Bataclán, onde ocorria uma apresentação da da banda californiana Eagles of Death Metal. Testemunhas afimaram que de dois a três terroristas também usavam metralhadoras Kalashnikov no local.

Por cerca de duas horas, os terroristas mantiveram cerca de 100 reféns na casa de espetáculos. O sequestro só ocorreu após a polícia invadir o local. Dois terroristas teriam morrido na ação policial. A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, acompanhou a ação.

O quarto ataque na região próxima ao Charlie Hebdo foi registrado na esquina da rua Charonne com a rua Faidherbe, próximo ao bar Belle Époque.

Les Halles

Além do atentado no Estádio da França e dos quatro ataques no nordeste da cidade, teria acontecido nos Halles, região central da cidade, próximo ao museu do Louvre.

Fronteiras fechadas e plano Alpha Vermelho

Em pronunciamento na noite desta sexta-feira (13), o presidente François Hollande disse que a cidade está sob estado de emergência e terá áreas inteiras bloqueadas para acesso por motivos de segurança. As fronteiras do país foram fechadas.

Com o plano Alpha Vermelho em ação para estados de emergência, autoridades locais ganham poder de polícia e podem fechar locais públicos, restringir a circulação de pessoas e requisitar armas de cidadãos.

Campanha no Twitter

A prefeiruta de Paris recomendou que as pessoas permamençam onde estão. Os parisenses criaram uma hashtag no Twitter para acolher quem estiver na rua, sem saber para onde ir. A hashtag #PorteOuverte (Portas Abertas) já virou trending topics e é o assunto mais comentado no mundo na rede social

Autoridades do mundo todo se pronunciaram sobre o caso. A presidente Dilma Rousseff prestou solidariedade aos franceses e classificou o caso como “barbárie”. O presidente Barack Obama falou em “tentativa ultrajante para aterrorizar civis inocentes”.

Em respeito à Legislação Eleitoral, o Portal Correio não publicará os comentários dos leitores. O espaço para a interação com o público voltará a ser aberto logo que as eleições de 2018 se encerrem.

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