Bandidos pro?bem leituristas da Cagepa de emitir contas em comunidade da Capital

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Servidores da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) estão sendo ameaçados e impedidos de fazer os trabalhos de leituras e entregas de correspondência em alguns bairros de João Pessoa. Bandidos armados estão bloqueado acesso a ruas e proibindo o acesso desses profissionais. Servidores dos Correios e funcionários da Energisa estariam sob as mesmas condições.

Leia também: Crimes param entregas dos Correios em CG; PM diz que empresa deve dar segurança

O caso mais recente aconteceu no início de agosto, em uma área do bairro do Alto do Mateus, na Zona Oeste da Capital. Ao Portal Correio, um leiturista da Cagepa, que não quis se identificar, disse ter sido ameaçado por bandidos, que o impediram de fazer a leitura em cerca de 30 casas.

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“Cheguei a uma rua nas proximidades de um local chamado Beira da Linha, no Alto do Mateus, e fui realizar a medição da leitura nos registros de água em cerca de 30 casas. Ao me aproximar da esquina, fui abordado por um grupo de quatro homens armados que disseram que eu não poderia efetuar a leitura e teria que tirar todas as contas pela média de consumo”, afirmou o leiturista.

Com medo, o servidor da Cagepa relatou que tirou as cerca de 30 contas pela média e foi orientado a depositá-las em uma caixa de papelão, onde já existiam contas anteriores da Cagepa, Energisa e correspondências dos Correios.

“Depositei as contas na caixa e vi que lá já existiam faturas de água anteriores e contas de energia, além de cartas dos Correios. Finalizei meu trabalho e saí da rua com medo”, concluiu o leiturista.

A Cagepa informou que tem conhecimento de casos de ameaça sofrida pelos servidores em João Pessoa e que o fato vai ser comunicado a Secretaria de Segurança da Paraíba.

“Em 27 de janeiro deste ano, participamos de uma reunião convocada pela Secretaria de Segurança para discutir o assunto. Também participaram do encontro lideranças comunitárias e representantes de outros segmentos afetados pelo problema, como Correios e empresas de transporte. Como resultado das discussões, encaminhamos à Secretaria de Segurança uma relação com as localidades onde nossos leituristas são mais afetados por esse tipo de ocorrência”, disse a Cagepa.

A Energisa informou, por telefone, que não tem conhecimento de que funcionários da empresa sejam vítimas de ameaças ou impedidos de fazer o trabalho em bairros de João Pessoa.

Sindicatos confirmam ameaças e pedem providências

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgoto do Estado da Paraíba (Sindiágua-PB), José Reno de Sousa, a situação relatada pelo funcionário da Cagepa é grave, mas não é incomum.

“A situação é grave e tem acontecido cada vez com mais frequência. Temos relatos de funcionários sendo ameaçados por bandidos, funcionários sendo ameaçados porque vão promover o corte no fornecimento por falta de pagamento, mas alguns usuários se acham no direito de agredir verbalmente ou até fisicamente ou até jogando cachorros para cima dos funcionários. Isso não acontece apenas em João Pessoa, mas em toda a Paraíba”, afirmou José Reno.

De acordo com o presidente do Sindiágua-PB, os servidores devem procurar a Cagepa ou o sindicato para relatarem casos de ameaça e pedirem proteção ou mudança no local de trabalho.

“O que temos feito quanto sindicato é pedir providências a Cagepa e orientar os funcionários a registrarem os casos e pedirem providências. A empresa também deve acionar a PM quando souber de casos como este e mudar o funcionário de local de trabalho para que ele não conviva com o medo e possa desenvolver as suas tarefas de forma digna e segura”, concluiu José Reno.

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas da Paraíba (StiuPB), que representa os funcionários da Energisa, questionou o posicionamento da empresa e afirmou que tem conhecimento de ameaças sofridas pelos trabalhadores.

“Temos conhecimento de casos de ameaças, agressões e assaltos que funcionários da Energisa estão sofrendo durante o exercício de suas funções. Existe certa ausência da empresa no sentido de promover campanhas junto à população e conscientizar sobre o trabalho executado. A empresa não oferece segurança aos funcionários e eles se sentem inseguros”, contou o sindicato.

A Polícia Militar foi procurada para comentar sobre a segurança nas localidades mencionadas, mas não respondeu à solicitação do Portal Correio até o fechamento desta matéria.

Mais casos

Recentemente, os servidores dos Correios em Campina Grande, a 130 km de João Pessoa, relataram que também sofrem ameaças e correm riscos durante o trabalho nas ruas. Na época, a Polícia Militar na cidade disse que a empresa é responsável por prover segurança aos servidores.

COMENTÁRIOS

  1. Não será uma desculpa de malandro para atrasar as leituras e assim inflacionar o valor a pagar?
    Na Cagepa estão atrasando as leituras desde agosto.
    O povo não se junta e protesta e depois ficam admirados com os valores absurdos cobrados na água.

  2. Por que acham que embora na fatura dos meses anteriores venha a data prevista da próxima leitura e na fatura atual na descrimine o dia em que foi feita a leitura no mês atual?
    E tem mais, a Cagepa altera as datas de leitura no histórico de consume no site para TUDO PARECER QUE BATE CERTO!

  3. Por que acham que embora na fatura dos meses anteriores venha a data prevista da próxima leitura, na fatura atual não descrimine o dia em que foi feita a leitura no mês atual?
    E tem mais, a Cagepa altera as datas de leitura no histórico de consume no site para TUDO PARECER QUE BATE CERTO!

  4. Por que acham que embora na fatura dos meses anteriores venha a data prevista da próxima leitura, na fatura atual não descrimine o dia em que foi feita a leitura no mês atual?
    E tem mais, a Cagepa altera as datas de leitura no histórico de consumo no site para TUDO PARECER QUE BATE CERTO!

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