Açude Boqueirão (Foto: Antônio Ronaldo, do Jornal Correio da Paraíba)

Boqueirão não sai da casa dos 9% de volume; Aesa explica

Presidente da Aesa, João Fernandes, afirmou que uma manutenção causou uma interrupção de 15 dias no abastecimento

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O açude Epitácio Pessoa, mais conhecido como Boqueirão, continua abaixo dos 10% de volume de sua capacidade total, que é de 411.686.287 de metros cúbicos. Do dia 4 de novembro até essa quarta-feira (22), o açude só obteve o aumento de 0,03%.

O presidente da Agência Executiva de gestão das Águas da Paraíba (Aesa), João Fernandes, afirmou que uma manutenção na estação elevatória que abastece os mananciais da Paraíba com as águas do Rio São Francisco, causou uma interrupção de 15 dias no abastecimento.

“Voltamos a ter um saldo positivo hoje. Tivemos alguns problemas nas bombas que estão em Poções (Monteiro), pois passaram por manutenção nos últimos 15 dias, interrompendo o abastecimento, mas vamos intensificar as fiscalizações afim de evitar que isso se repita”, disse João Fernandes.

Ainda segundo o presidente da Aesa, a comunicação entre o Ministério da Integração e o órgão paraibano não acontecem com frequência, dificultando a atuação da Aesa.

“Às vezes acontece de desligarem as bombas para uma manutenção, porém o Ministério não nos comunica, mas esse é um processo que com o tempo, acredito que deva melhorar”, afirmou.

Sobre a possibilidade de uma nova manutenção, João Fernandes amenizou, afirmando que não existem riscos, mas disse que há uma variação de vazão que pode comprometer o abastecimento dos mananciais paraibanos.

“Não há riscos de outras manutenções. A tendência é que esse sistema vá se aperfeiçoando com o tempo, mas eles (Ministério da Integração) sempre estão lidando com algumas variações na vazão das águas”, completou o presidente da Aesa, João Fernandes.

Outro lado

Em nota, o Ministério da Integração Nacional disse que “é equivocado afirmar que a última estação de bombeamento do Eixo Leste (EBV-6) do Projeto de Integração do Rio São Francisco ficou sem funcionar”. O órgão garantiu que todas as estações de bombeamento estão em atividade e o Eixo Leste está em pré-operação.

“Nesta fase, são testados e verificados todos os equipamentos hidromecânicos do sistema e as estruturas de engenharia que conduzem a água do ‘Velho Chico’.Desta forma, é normal que haja variação do volume entregue pelo sistema em função dos ajustes necessários que são realizados”, justificou o Ministério da Integração.

“Atualmente, os equipamentos de aferição do Ministério informam que são disponibilizados uma vazão instantânea de 4,5 m³/s, em Monteiro. Esse volume é considerado suficiente para abastecer uma cidade com cerca de 2 milhões de habitantes. Esse número significa mais que o dobro dos habitantes das 18 cidades abastecidas pelo açude Epitácio Pessoa, em Boqueirão”, complementa o texto.

A Integração Nacional também afirmou que o abastecimento em Campina Grande e Região foi normalizado, “mas é fato que o fim do regime de racionamento acaba consumindo mais água do açude”. “Além disso, captações irregulares ao longo do Rio Paraíba também comprometem”, concluiu o ministério.

* Matéria atualizada às 11h15 para inserir nota do Ministério da Integração Nacional.

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