Brasil e Alemanha assinam acordos nas ?reas de pesquisa e inova?

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Durante encontro nesta quinta-feira (20) no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o ministro Aldo Rebelo e o vice-ministro alemão, Georg Schütte, assinaram cinco acordos de parcerias nas áreas de bioeconomia, pesquisa marinha e terras raras e na abertura de editais conjuntos nas áreas de educação e ciência, tecnologia e inovação. A reunião integra a agenda da visita da chanceler Angela Merkel ao Brasil.

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Um dos principais documentos assinados foi a carta de intenções que renova o compromisso em torno do Observatório de Torre Alta da Amazônia, que será inaugurado no próximo sábado (22) no município de São Sebastião do Uatamã, no Amazonas. Os instrumentos instalados a 325 metros de altura medem a emissão de gases de efeito estufa e permitem o estudo das partículas que formam as nuvens.

O observatório é resultado de cooperação entre o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia e o Instituto Max Planck de Química, da Alemanha, com investimentos do governo alemão e da brasileira Financiadora de Estudos e Projetos.

“É uma experiência única e está ligada à preocupação dos dois países com o estudo das alterações do clima do planeta. Essa é a finalidade da torre, que vai fornecer elementos para pesquisadores do Brasil e da Alemanha”, disse Rebelo.

O vice-ministro alemão, Georg Schütte, manifestou interesse em investir mais em bioeconomia no Brasil. “Ficaríamos felizes com chamadas para investimentos nessa área, queremos muito trilhar esse caminho conjuntamente”, afirmou.

Os acordos assinados hoje não preveem repasse de recursos. “Os investimentos devem ser proporcionais à disponibilidade de cada um. Sempre vamos querer que eles ajudem com mais recursos, mas acho que eles só ajudarão se o Brasil investir também nessas pesquisas”, avalia Rebelo.

Aldo Rebelo acredita que os acordos de cooperação são o ponto de partida para parcerias nas áreas comercial, científica, tecnológica e cultural e defende que os dois países têm conhecimentos importantes para contribuir.

Ele destacou que, apesar de a Alemanha ter a ciência mais avançada que a brasileira, em muitas áreas, como a de fármacos e a nuclear, o Brasil tem laboratórios e empresas importantes, como a Embrapa, que tem muito a oferecer em setores como agricultura, pecuária e agroindústria.

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