Brasileiros t?m base exclusiva de treinamento em Toronto

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A vice-campeã mundial de luta olímpica, Aline Silva, está ansiosa para enfrentar as adversárias nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, no Canadá. Para a atleta, o Pan servirá como preparação para os Jogos Olímpicos do ano que vem, no Brasil.

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“O Pan tem uma significação muito grande para as Olimpíadas, as minhas adversárias aqui têm uma chance de 80% de estar nas Olimpíadas, porque são adversárias muito fortes no mundo, disse a atleta Aline Silva, acrescentando que os Jogos Pan estão valendo muito como preparação para as Olimpíadas”.

O Brasil vai trazer para Toronto uma delegação de 600 atletas. Alguns já estão na cidade canadense. Como em Toronto, os jogos vão acontecer em diversos pontos da cidade, e mesmo em alguns municípios vizinhos, os brasileiros estão divididos em núcleos e alojados de acordo com a modalidade e com as próprias necessidades.

O grupo de Aline, das lutas associadas, e ainda o basquete feminino, os competidores de judô, atletismo e tênis estão alojados na Universidade de York, localizada a 19 quilômetros ao norte do centro de Toronto. A base em York é exclusiva para o Brasil. Os apartamentos são coletivos, com quartos individuais e as instalações esportivas para treino são de qualidade, segundo o coordenador do núcleo e gerente-geral de Juventude e Infraestrutura do Comitê Olímpico do Brasil, Edgar Hubner.

Há também a equipe de fisioterapeuta, médico e de nutricionista. Para garantir um bom preparo físico aos atletas, até o cozinheiro da Universidade ficou uma semana no Brasil para aprender a culinária nacional e atender o gostinho pelo arroz, feijão e farofa que não podem faltar no cardápio dos atletas. Segundo Hubner, o investimento conta na disputa por medalhas.

“Tem sido destaque para os atletas, o fato de eles chegarem num país diferente do seu e encontrarem o arroz, feijão e a farofa. Esta atenção dá uma tranquilidade e felicidade para eles. Todos os fatores hoje são decisivos na hora de você disputar uma medalha. É um sono bem adequado porque eles estão em apartamentos individuais; é uma alimentação, é uma recuperação, por meio de hidratação, massagem e banhos de gelo. Tudo contribui para que o resultado seja o melhor possíve”.

“A gente fez de York um pedacinho do Brasil, porque no almoço tem arroz, feijão e farofa – para fazer o angu mesmo (risos) – e, assim, encontrar brasileiro toda hora, encontrar os nossos amigos – judocas que conheço, muita gente que nós sempre esbarramos traz um clima gostoso, um gostinho de casa, eu acho que traz um pouquinho do ar dos jogos, de repente, no Brasil, né?,” afirma a atleta.

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