Caneladas

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Da zaga para o ataque. Tem sido esse o deslocamento do prefeito Luciano Cartaxo nos últimos lances da temporada. Situado na defesa boa parte do tempo de campeonato, esquivando-se de avançar do meio campo pra frente e centrado em driblar as críticas para evitar contusões na aliança com o PSB, o petista cansou da tática.

Sua nova posição no campo ficou evidenciada ontem em entrevista ao Correio Debate (Rede Correio Sat FM). Anotei várias frases do prefeito. Todas comprovam:

Saiu da retranca e começou a revidar bordoadas como resposta ao jogo duro de atletas da seleção girassol.

Exemplo: “Muita coisa na Lagoa foi feita de forma paliativa, só cosmética”, travou. Um chega pra lá pra pegar os antecessores, principalmente o mais emblemático e ainda em atividade: Ricardo Vieira Coutinho, cujos seguidores vez por outras cometem pênalti e desancam a gestão atual.

Outra. “Essa é uma obra corajosa”, chutou Cartaxo, como quem diz que a coragem que sobrou no seu time faltou na equipe anterior. “Foi muito fácil fazer uma coisinha aqui e outra ali”, cotovelou o prefeito citando as praças construídas nos bairros da cidade. Com um adendo: “Fazer praças é muito mais fácil do que intervenção no Centro Histórico”. Precisa dizer quem mais se notabilizou pelas praças?

Mais um carrinho por trás: “Fazia mais de dez anos que a orla não recebia pavimentação asfáltica”. A contextualização temporal é sintomática. Pega exatamente as gestões do PSB na cidade, sem pegar por tabela o ex-prefeito Cícero Lucena. E um lance final: “O Centro Histórico ficou muito tempo abandonado”.

Luciano sentiu que se demorasse muito tempo só na defensiva podia cansar e permitir gol do adversário, ávido por surpreender com um chapéu em plena prorrogação, quando pouco ou quase nada se pode fazer. Abraçou aquele velho conselho: a melhor defesa é o ataque.

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