Casa da Pólvora expõe ‘Tudo de Negro que Existe em Mim’, em João Pessoa

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O fotógrafo Fernando Tavares voltou à Paraíba com uma proposta: apresentar seu portfólio atual na própria terra, partindo de um projeto que une beleza, discussão e ativismo, colocando no centro a figura do negro como uma tendência social a ser seguida.

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Assim nasceu a exposição ‘Tudo de Negro que Existe em Mim’, em cartaz no Monumento Casa da Pólvora, no Centro Histórico da Capital. O belíssimo trabalho pode ser visto até o dia 17 de fevereiro, entre 9h e 17h, de segunda a sexta-feira. A promoção é da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), através de sua Fundação Cultural (Funjope), e a entrada é gratuita.

O conjunto de fotografias trabalhadas por Tavares aqui mesmo, na Paraíba, é resultado de uma extensa pesquisa. “A idéia é colaborar com o movimento negro, uma luta que já dura 30, 40 anos”, comenta o artista. “A discussão gira em torno da estética. Para o negro paraibano, assumir o cacho, o cabelo crespo, a trança, o dread, é algo novo. Então aproveitei essa informação para montar o projeto, e caí em campo para discutir com cada modelo, o conceito de negritude de cada um”, explica.

Adereços (como biojoias, desenvolvidas por quilombolas) e pinturas, combinadas aos conceitos de luz do fotógrafo, formam imagens que denotam vários sentidos, temas e significados. Segundo Fernando Tavares, a proposta é utilizar a fotografia como arte, não só como registro. Tanto que as imagens que compõem a mostra não estão impressas em papel fotográfico, mas em telas.

“A gente envereda por um conceito de não-moda, tanto que não há roupa no material fotográfico para não parecer um editorial de moda. Há apenas enlaces e pinturas para cobrir o corpo, afinal o foco não é a sensualidade, nem queremos fazer apologia ao nu, mas sim, mostrar a essência da negritude de cada um”, conceitua.

Natural de Campina Grande, Tavares deixou a Paraíba em 1984, aos 24 anos de idade. Morou no Acre, Brasília e Mato Grosso, antes de se lançar no exterior, onde apresentou sua obra em países como Peru, Chile, Argentina, Uruguai, México, França, e ainda diversas localidades dos Estados Unidos, incluindo o Havaí.

Trinta anos depois, Fernando Tavares está de volta à Paraíba, fixando-se em Intermares, Cabedelo, onde fica localizado seu ateliê.

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