Comiss?o da C?mara Federal investiga den?ncias em hospitais de JP em setembro

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A Comissão de Saúde da Câmara Federal chegará em João Pessoa no próximo dia 4 de setembro para verificar as denúncias apresentadas pelo deputado federal paraibano, Wilson Filho (PTB), que segundo ele, passa por precariedade no sistema de saúde pública da Capital. Entre os fatos denunciados estão à falta de médicos em 42,86% das Unidades de Saúde da Família (USF) e os problemas no atendimento e na estrutura no Hospital Ortotrauma de Mangabeira (Trauminha), onde se constatou um esgoto escorrendo dentro de uma das salas de cirurgia.

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Os parlamentares federais desembarcam na Capital para conhecer de perto a realidade da saúde de João Pessoa e discutir o tema com a população e entidades da área. “Não é possível que a Prefeitura de João Pessoa continue de braços cruzados em relação a essas graves denúncias que ganharam até mesmo repercussão nacional”, contou Wilson Filho, lembrando da matéria divulgada em um telejornal, mostrando a situação do esgoto estourado dentro da sala de cirurgia do Ortotrauma.

A visita da Comissão de Saúde da Câmara acontecerá em dois momentos. Um deles será a visita in loco aos locais de atendimento público como PSFs, Upas e hospitais. Depois acontecerá uma audiência pública para se discutir a situação da saúde na Capital paraibana. Devem participar das discussões, além de deputados e vereadores, entidades como o Conselho Regional de Medicina (CRM), Conselho Municipal de Saúde (CMS), Ministério Público Estadual (MPPB), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PB), sindicatos, faculdades e a população pessoense.

“Faremos um amplo debate sobre a situação por que passa a saúde da Capital. Todos estão convidados para participar. Temos a responsabilidade de buscar soluções para melhorar a saúde em João Pessoa”, destacou o deputado.

Wilson Filho já apresentou a Comissão um relatório elaborado por vereadores de João Pessoa, com detalhamento da situação das USFs. O material aponta, além da falta de médicos nas unidades, que em 50% delas não tinham medicamentos e em 16% não tinha sequer material para realização de procedimentos médicos. “Nem aquilo que é mais básico a população tem acesso”, lamentou.

Outro ponto abordado pelo parlamentar paraibano foi a superlotação no Ortotrauma de Mangabeira. “Podemos ver em rede nacional matéria mostrando uma das funcionárias do hospital afirmando que muitos pacientes ficam em macas pelos corredores aguardando atendimento por semanas”, lembrou.

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