Confronto recusado

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O fato de ser presidente eleito do Poder Legislativo, com posse marcada
para o dia 1° de fevereiro de 2017, deveria fazer do deputado estadual
Gervásio Maia um filiado festejado no PMDB, afinal terá instrumentos
para produzir o bem ou o mal. No mínimo, poderá fazer a diferença nas
eleições de 2018. Mas, ao invés de ser paparicado, é hostilizado.

Por que? A política é uma atividade muito competitiva, e por isso,
também é solitária. Para quem está fora dos partidos pode ser até
difícil compreender que apesar de estarem abrigados numa mesma sigla,
olham uns aos outros como adversários, principalmente se concorrem a um
mesmo cargo e se disputam votos na mesma região.

Nas eleições para cargos executivos (prefeito, governador e presidente) a
competição interna é menor e favorece a união em torno de um projeto,
que sendo vitorioso, leva o partido junto para o poder. Os deputados vão
indicar aliados para cargos e influir nas decisões. Nesse caso,
trabalham juntos.

Mas há exceções e um exemplo foi a campanha de Vital do Rêgo para o
governo, ano passado, quando foi apoiado por menos de meia dúzia dos 57
prefeitos do PMDB, por não ter perspectiva de vitória.E era um senador
com mais quatro anos de mandato e prestígio em Brasília. Cruel, não é?

Políticos também disputam prestígio. E tudo indica que o acordo que
garantia a presidência do PMDB de João Pessoa a Gervásio Maia fracassou
por conta desse componente. A amizade entre seu pai, também Gervásio, e
Ricardo Coutinho, certamente pesou na sua escolha, pelo governador, para
presidente da Assembleia no 2° biênio da atual legislatura. Ora,
acumulando os cargos seria o interlocutor natural do pessebista na
Capital. Ficando Manoel Júnior, adversário declarado, as conversas
permanecem com o comando estadual.

Gervásio conta que já perdeu os diretórios de Sapé, Alcantil e Mataraca.
Seus aliados foram substituídos sem que fosse comunicado. Já decidiu
que não vai para a dividida com Manoel Júnior pelo Diretório de João
Pessoa. Também não vai aceitar os convites e trocar de partido, em nome
da fidelidade partidária. Diz que já não existe confiança, mas não
pretende quebrar nenhuma regra, nem deflagrar guerra contra dirigentes.
Prefere o silêncio.Na política, pode conter a resposta mais dura.

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