Contas externas têm saldo negativo de US$ 579 milhões em agosto

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As contas externas fecharam o mês de agosto com déficit de US$ 579 milhões, de acordo com dados do Banco Central (BC) divulgados nesta segunda-feira (26). O saldo negativo das transações correntes – compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do país com o mundo – é bem menor do que o registrado em igual mês de 2015, quando ficou em US$ 2,592 bilhões. O resultado de agosto foi o melhor para o mês desde agosto de 2007, quando foi registrado superávit de US$ 1,233 bilhão.

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De janeiro a agosto deste ano, o déficit ficou em US$ 13,119 bilhões, contra US$ 46,164 bilhões no mesmo período de 2015.

No balanço das transações correntes, a conta de renda primária (lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários) apresentou saldo negativo de US$ 2,508 bilhões, no mês passado.

A conta de serviços (viagens internacionais, transportes, aluguel de equipamentos, seguros, entre outros) contribuiu para o resultado negativo com US$ 2,202 bilhões.

A conta de renda secundária (gerada em uma economia e distribuída para outra, como doações e remessas de dólares, sem contrapartida de serviços ou bens) apresentou resultado positivo de US$ 214 milhões.

A balança comercial contribuiu para reduzir o déficit das contas externas, ao apresentar superávit de US$ 3,918 bilhões.

Quando o país tem déficit nas contas externas, é preciso financiar esse resultado negativo com investimentos estrangeiros ou tomar dinheiro emprestado no exterior. O investimento direto no país (IDP), recursos que entram no Brasil e vão para o setor produtivo da economia, é considerado a melhor forma de financiar por ser de longo prazo.

No mês passado, o IDP chegou a US$ 7,208 bilhões e foi mais do que suficiente para cobrir todo o déficit em transações correntes. De janeiro a agosto, esses investimentos somaram US$ 41,101 bilhões.

Em agosto, o país também registrou saída de investimento em ações negociadas em bolsas de valores no Brasil e no exterior e em fundos de investimento, no total de US$ 1,511 bilhão. Nos oito meses do ano, houve entrada de US$ 7,422 bilhões. Houve saída líquida de investimento em títulos negociados no país de US$ 3,834 bilhões, no mês passado, e de US$ 15,551 bilhões, de janeiro a agosto deste ano.

Projeções

O BC revisou a estimativa de déficit em transações correntes de US$ 15 bilhões para 18 bilhões, este ano. Esse valor deve corresponder a 1% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país. A estimativa anterior era 0,84% do PIB. O BC revisa essas projeções trimestralmente.

A projeção para o superávit comercial passou de US$ 50 bilhões para US$ 49 bilhões. A expectativa de déficit para a conta de serviços subiu de US$ 28,3 bilhões para US$ 29,9 bilhões. A estimativa para o déficit na renda primária foi alterada de US$ 39,7 bilhões para US$ 39,9 bilhões.

O BC manteve a estimativa para o IDP, este ano, em US$ 70 bilhões.

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