CRM libera atendimento em hospital infantil da PB, mas quer regularização

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Pouco mais de 24h após ser interditado pelo Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB), o Hospital Infantil Noaldo Leite, no município de Patos, no Sertão paraibano, a 315 km de João Pessoa, voltou a funcionar normalmente. A desinterdição aconteceu no final da tarde dessa quinta-feira (8), depois que a direção da unidade hospitalar se comprometer com o Conselho a corrigir as falhas detectadas durante a fiscalização do órgão.


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De acordo com o diretor do Departamento de Fiscalização do CRM-PB, João Alberto, foi dado o prazo de 10 dias para a direção do hospital complementar a escala de profissionais incluindo a presença de um anestesista que prestava serviço ao hospital em sobreaviso.


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“Do jeito que o hospital estava funcionando estava colocando a vidas das pessoas em risco, pois como uma unidade de urgência e emergência funciona sem uma anestesista. A interdição só aconteceu após várias tentativas frustradas de sanar os problemas de outras formas”, explicou João Alberto.

Ele disse ainda que caso o diretor clínico do hospital, Eulâmpio Dantas, não cumpra o termo de responsabilidade responderá a um processo ético profissional. A reportagem tentou falar com a diretora da unidade, Riana Carla, mas foi informada que ela estava em reunião e que o diretor clínico não se encontrava no hospital.


Entenda o caso

A suspensão do Hospital Infantil Noaldo Leite ocorreu após uma fiscalização realizada nesta quarta-feira (07) pelo Conselho Regional de Medicina, onde foi identificado que médicos anestesistas prestam serviço ao hospital em sobreaviso, e não seguem uma escala de plantões. Os prestadores já haviam acionado o CRM há uma semana pedindo a contratação de médicos anestesistas. Com a interdição ética da unidade, apenas o ambulatório pode funcionar.


Impasse entre hospital se arrasta há noves meses

O impasse envolvendo o Hospital Infantil Noaldo Leite teve início em março, quando uma criança faleceu após esperar oito horas por uma cirurgia, que não foi realizada em tempo hábil porque o anestesista, em sobreaviso, não conseguiu chegar à unidade antes do agravamento do estado de saúde do paciente.

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