Cunha apoia redu??o de minist?rios e Guimar?es diz que ? uma reforma republicana

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O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), considerou nesta terça-feira (24) positiva a intenção do governo, divulgada nesta segunda-feira, de reduzir o número de ministérios de 39 para 29 e realizar uma reforma administrativa. “[Isso serve para] dar uma sinalização de que está tendo algum sacrifício do governo. Isso só me estimula a tocar a proposta que reduz para 20 [o número de ministérios].”

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O corte de dez ministérios foi anunciado pelo ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa. De acordo com Cunha, serão dez ministros a menos, além da redução de dez carros oficiais, dez chefes de gabinetes e de dez ministros para usar avião da Força Aérea Brasileira (FAB), fora outras economias. “É um simbolismo que tem relevância”, disse. Porém, ele criticou a forma como o anúncio foi feito. “Acho que foi um anúncio atabalhoado, porque não tinham uma decisão tomada e queriam criar um fato político. Acho positivo querer criar um fato dessa natureza, mas eles não estavam prontos para anunciar.”

De acordo com o líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), a presidente Dilma Rousseff surpreendeu a todos com a notícia da reforma administrativa com cortes de ministérios e redução da máquina pública para torná-la menos onerosa. “Mais que impacto financeiro, é o impacto político das medidas. É ação enérgica em todas as direções. É uma reforma republicana, que vai atender ao país e a uma demanda do Parlamento. O governo vai cortar na sua própria carne. Ele não está para brincadeira.”

Guimarães informou que a reforma administrativa anunciada pelo governo, a ser implantada até o final de setembro, será centrada em três princípios: racionalidade administrativa, integração das ações dos ministérios e diminuição do custo da máquina. “É uma sinalização do desejo do governo de dialogar com o país”, afirmou. O líder recordou que tem ouvido que é preciso mais diálogo, que o governo precisa fazer sua parte, diminuir os custos. “Demos um passo gigante hoje para abrir o diálogo com a sociedade.”

Em relação às notícias de que o vice-presidente Michel Temer deixou a rotina do cargo de coordenador político do governo, Guimarães disse que ele está em perfeita sintonia com a presidente Dilma Rousseff e vai continuar cuidando da grande política. “O que é mais especifico de uma ou de outra Casa legislativa são os líderes que cuidam”, disse. Segundo ele, o vice vai continuar ajudando nas questões políticas reais do governo, ao lado da presidente, e não as do dia a dia.

O presidente da Câmara, que em julho declarou rompimento pessoal com o governo, considerou positiva a decisão de Temer. “Acho que a atitude dele foi correta. O PMDB deve sair do governo e ficar, no mínimo, numa posição de independência”, disse Cunha.

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