Desfecho imprevisível

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A oposição ao governador Ricardo Coutinho quer frear o crescimento do seu PSB e vai lutar para impedir que retome o comando de João Pessoa, onde estão 16,77% dos votos do Estado. Mas não a qualquer preço. “Ganhar e levar” está no topo da lista de objetivos.

Três cenários estão postos: candidatura única do PMDB, PTB, PSC e PSDB; apoio de todos à reeleição de Luciano Cartaxo (PSD) – o que possibilitaria uma decisão no 1° turno, pois fortaleceria o prefeito em detrimento da candidata Cida Ramos (PSB); e a consolidação das atuais pré-candidaturas peemedebista e trabalhista.

Até aqui, só os tucanos admitem apoiar a reeleição de Cartaxo. O PSC já declarou apoio a Manoel Júnior (PMDB), que faz oposição a Ricardo e ao prefeito. E o PTB está apresentando o deputado Wilson Filho, que com a energia dos seus 26 anos está avançando nos redutos dos adversários e negociando coligação com vários partidos.

A resistência a Cartaxo é consequência de confrontos passado e de seu projeto futuro. Reeleito este ano, seria candidato ao governo em 2018, repetindo a trajetória de Ricardo Coutinho. Como esses partidos têm filiados com pretensões de chegar ao Governo e ao Senado, falta entusiasmo pelo seu projeto.

A relação pós vitória de Cartaxo com Luciano Agra virou argumento dos que não querem apoiá-lo. Sustentam que não foi grato ao ex-prefeito,que foi fundamental para sua eleição e não tinha grandes ambições, e questionam se será diferente com novos parceiros. O rompimento do vice-prefeito Nonato Bandeirareforça ponderações.

Considerando que as convenções para definição de candidatos e alianças podem ser realizadas até 5 de agosto, os partidos têm mais 59 dias para avaliar cenários, mas a preço de hoje o PMDB vai para o confronto com Manoel Júnior e o PTB com Wilson Filho.

Eles não têm nada a perder (seus mandatos atuais vão até 2018) e tudo a ganhar: vão aparecer no guia, participar de debates, divulgar suas ideias e projetos, ficar mais conhecidos dos eleitores de toda Paraíba… e podem vencer. Pela qualidade que darão aos debates e peso dos seus partidos, o 2° turno será inevitável. E o resultado, imprevisível.

TORPEDO

“Esta obra é para o presente e para o futuro. É um espaço para a família pessoense, é um espaço de lazer que foi feito com dedicação e nós vamos entregá-la numa data muito especial, 12 de junho, dia dos namorados, uma declaração de amor à cidade de João Pessoa”.

Do prefeito Luciano Cartaxo (PSD), anunciando a inauguração da revitalização do Parque Solon de Lucena – a Lagoa.

Sem volta

Após almoço que reuniu o senador José Maranhão, o ex-senador Cícero Lucena e o deputado Ricardo Marcelo, Manoel Júnior afirmou que será candidato a prefeito de João Pessoa “com ou sem o apoio do PSDB”.

Ponto final

Manoel descartou qualquer possibilidade de abrir mão da candidatura para permitir a união das oposições em torno da reeleição de Luciano Cartaxo (PSD). Disse que a chance disso acontecer é menor que zero.

Alianças

Pré-candidato a prefeito da Capital, Wilson Filho (PTB) diz já contar com apoio de quatro partidos e que conversa com outros seis, mas não revela quais são para “não atrapalhar”. Pretende oficializar em duas semanas.

Outra vez

O presidente da Câmara da Capital, vereador Durval Ferreira (PP), negou que esteja disputando a vaga de vice-prefeito na chapa do prefeito Luciano Cartaxo. Garantiu que vai lutar pela renovação de seu mandato.

ZIGUE-ZAGUE

A comissão de Impeachment aprovou seu calendário de trabalho. A votação que decidirá o futuro do Brasil – Dilma ou Temer? – só ocorrerá em agosto.

Raimundo Lira recuou da decisão de reduzir os prazos para alegações finais, mantidos em 15 dias conforme proposta original do relator. E houve paz.

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