‘Dever e retribuição’, diz Alckmin sobre bombas que antecipam transposição na PB

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O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), descreveu como “dever e “retribuição” o empréstimo das bombas que vão acelerar a chegada da água da transposição do São Francisco na Paraíba e em Pernambuco. A resposta emitida nesta terça-feira (27) vem depois de ataques, especulações e comentários na internet de que o gesto seria somente por interesse para garantir popularidade a uma possível candidatura presidencial em 2018. O governador foi entrevistado com exclusividade no Correio Debate, da Rede Correio Sat.

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Além de relembrar que São Paulo também ficou à beira de um colapso no abastecimento de água, ele explicou que o empréstimo foi uma obrigação enquanto Estado. “Independente de uma candidatura futura, é no mínimo uma retribuição ao que os nordestinos fizeram por São Paulo”, afirmou, ao lembrar que a maior cidade brasileira foi erguida também por nordestinos. “Eles foram os construtores de São Paulo. É uma retribuição e um dever, porque o Brasil é uma República Federativa. Em uma Federação, um [Estado] deve ajudar o outro”.


Política

Sobre uma possível divisão dentro do PSDB por conta de candidaturas para 2018, Alckmin explicou, em outras palavras, que isso pode estar ocorrendo porque há uma antecipação das discussões para o quadro eleitoral de 2018. Para ele esse debate é importante, mas não deveria ocorrer agora.

“Sou a ficha de número 7 do PSDB e este ano conseguimos uma expressiva vitória, no primeiro turno, com João Dória. Não é pecado querer ser candidato. Acho que a gente deve ser sincero. Cada coisa tem que ter seu tempo. É um debate para 2018. É natural que os partidos tenham várias opções e no momento adequado ter um bom projeto para o país”.

Trazendo para o contexto político paraibano, sem deixar totalmente claro se há mesmo um racha no PSDB, ele fez elogios ao senador Cássio Cunha Lima (PSDB). “Tenho grande apreço pelo Cássio Cunha Lima. Fomos constituintes e ele era um líder muito jovem e tenho grande estima por ele, que é uma das melhores peças do PSDB”

Quanto à política do presidente Michel Temer (PMDB), ele disse que concorda com a gestão, mas que as mudanças necessárias deveriam ocorrer mais rapidamente. O governador de São Paulo falou ainda o que acha da reforma da Previdência.

“Vivemos uma mudança demográfica e caminhamos para ser um país idoso. A questão central do Brasil é o crescimento. A reforma da Previdência tem que buscar justiça social. O problema não é o INSS, onde se distribui renda. O problema é o setor público, que é concentrador de renda, com um déficit enorme. Não tem quem vá investir num país que tem a maior taxa de juros do mundo. Temos que ter rigor fiscal, juros baixos e câmbio competitivo. O presidente Temer está fazendo um esforço, porque a situação é grave, mas teria que ser mais rápido.

Alckmin assinou nessa segunda-feira (26), no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, o termo de empréstimo de bombas para combater a seca nos estados da Paraíba e Pernambuco. O equipamento, que consiste em quatro conjuntos de bombas flutuantes, cada um com capacidade de bombear até 2.000 litros de água bruta por segundo, será cedido ao Ministério da Integração Nacional.

De acordo com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), os equipamentos custariam R$ 8,26 milhões, o que foi totalmente anulado por conta do empréstimo.

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