Dilma voltará?

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A questão do título entrou no debate sobre a crise política a partir de informações de que os senadores Romário (PSB-RJ) e Acir Gurgacz (PDT-RO) poderiam recuar no apoio ao impeachment. Como 55 votaram pelo afastamento da presidente e 54 são necessários para a decretação da perda do mandato, dois votos a menos devolveriam o governo a petista.

A quebra do quórum seria consequência das gravações que derrubaram dois ministros, feitas por Sérgio Machado, ex-diretor da Transpetro por 11 anos, e de onde só saiu em novembro de 2014, em razão do posicionamento da Princewaterhouse Coopers, que se recusava a assinar o balanço da Petrobras com um denunciado pelo MPF no cargo.

A possibilidade de reversão animou apoiadores da petista. Por um tempo. Logo foram lembrados de que pelo menos três senadores do PMDB que não votaram no Senado, a exemplo de Renan Calheiros, Jáder Barbalho e Eduardo Braga, agora estão com Temer. E tem ainda os que votaram contra o impedimento e ingressaram na base do novo governo.

Empresas que fazem análises para investidores continuam considerando o impeachment como muito provável. Destacam a capacidade de diálogo do presidente interino como diferencial. Enquanto Dilma ignorava os políticos, Temer afaga.

Um exemplo: após a votação da meta fiscal, Temer mandou telegramas aos congressistas agradecendo o apoio e reafirmando compromisso com o equilíbrio das contas públicas e novo ciclo de prosperidade. Não foram poucos os que se surpreenderam com o gesto.

É claro que essa amabilidade não conterá repercussões de malfeitos. Há uma intolerância na sociedade, fruto dos abusos cometidos. Temer assumiu riscos ao compor ministério de olho na governabilidade, mas tem se livrado dos expostos, o que é um avanço.

Após aceitar ser o líder de Temer no Senado, Aloysio Nunes (PSDB-SP) gravou um vídeo explicando suas razões: “O governo Temer é uma esperança, talvez a única nesse momento, de enfrentarmos a crise brutal que o governo Dilma nos legou. Uma crise que tem como saldo negativo 11 milhões de desempregados”.

Se honrar essa esperança, não faltará apoio a Temer.

Torpedo

“A cidade respira desejo de mudança, uma vontade de se livrar da experiência negativa dos 12 anos de domínio do grupo da prefeita Chica Motta. E nosso nome ganha as ruas e encontra respaldo para um novo capítulo na vida da capital sertaneja.”

Do deputado Dinaldinho Wanderley (PSDB), confiante na vitória em Patos contra o PMDB, seja candidato Nabor Wanderley ou a prefeita.

Em campanha

Quatro deixam o governo RC para concorrer a prefeituras: os ex-secretários Cida Ramos (em João Pessoa) e Lenildo Morais (em Patos), e os gestores Marcia Lucena (no Conde), Aristeu Chaves (em Camalaú).

Peleja

Vão enfrentar grandes desafios. Em João Pessoa, Cida já tem cinco adversários certos – PSD, PMDB, PTB, PT e PSOL. O cenário atual favorece o prefeito Luciano Cartaxo, mas ela conta com o apoio de RC.

Duelo

No Conde, a prefeita Tatiana Correa (PTdoB) vai disputar a reeleição e está sendo desafiada pelo ex-marido e ex-prefeito Aluisio Régis (PMDB). Márcia Lucena (PSB) tem trabalhado para se viabilizar como alternativa.

Polarização…

Em Patos já existe forte polarização. A prefeita Chica Motta pode tentar a reeleição, mas resiste. A alternativa para evitar que o PSDB tome o poder com DinaldinhoWanderly é lançar o antecessor, Nabor Wanderley.

Zigue-Zague

Dois ministros vão prestigiar a abertura do Maior São João do Mundo: Bruno Araújo (Cidades) e Gilberto Kassab (Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações).

Ao confirmar as presenças, na sexa-feira, o prefeito Romero Rodrigues disse que os ministros também participarão da 4ª edição do seminário Cidade Expressa.

Em respeito à Legislação Eleitoral, o Portal Correio não publicará os comentários dos leitores. O espaço para a interação com o público voltará a ser aberto logo que as eleições de 2018 se encerrem.

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