Discrimina??es

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Numa de suas últimas entrevistas, o filósofo inglês Sir Bertrand Russel recomendou às pessoas que não perdessem o foco no objetivo das pesquisas, que não se deixassem contaminar por influências subjetivas e que todos desenvolvessem um sentimento de tolerância em relação uns aos outros.

O que Russel disse, especialmente na parte final, não é novidade, uma vez que a Bíblia já traz como mandamento “amar uns aos outros como Eu vos amei”, deixado por Cristo.

O problema é que o homem evolui, os séculos vão se sucedendo, o conhecimento se ampliando, e as crises, a intolerância e discriminação continuam presentes no dia a dia das pessoas, sejam elas integrantes de uma minoria ou não.

O exemplo do reconhecimento pela Suprema Corte americana do direito ao casamento homoafetivo é um deles. Foi preciso o pronunciamento da corte norte-americana para que o tema explodisse como se fosse uma novidade e que a partir de agora tudo vai ser diferente. Ora, no Brasil esse reconhecimento já tem praticamente dois anos e o que mudou? Homossexuais continuam sendo vítimas de discriminações e agressões e mortos.

Com os negros, a situação não é diferente. Eles lotam cadeias e presídios, ganham menos no mercado de trabalho, têm maior dificuldade de acesso à escola e são, ainda hoje, as maiores vítimas de abusos morais, trabalhistas, enfim, de toda a sorte de discriminações.

O problema é antigo, velho mesmo, mas continua atualíssimo e como e disse o procurador Regional do Trabalho em Minas Gerais, Wilson Prudente, em entrevista ontem ao Correio, tudo o que os discriminados querem é apenas serem aceitos na sociedade.

E como se vê, nem aqui nem alhures o problema foi resolvido. E o que chama mais a atenção é certa tendência à radicalização, o que vai de encontro exatamente à recomendação de Russel e ao mandamento de Cristo.

E é porque poucos apresentam dúvidas sobre os direitos que todos têm quando o tema é o respeito à dignidade humana. Está nas constituições democráticas como direitos fundamentais e nas mesas de bares em qualquer discussão entre amigos.

Aliás, as discussões acabam sempre em consenso, inclusive com exemplos de amigos comuns que são respeitados apesar de suas opções sexuais ou da cor da pele.Uma verdadeira democracia. Mas como é difícil por em prática. (Luiz Carlos Sousa)

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