Duas pessoas fazem 170 ref?ns em hotel no Mali

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Cento e setenta pessoas foram feitas reféns na manhã desta sexta-feira (20) no Hotel Radisson Blu, em Bamako, no Mali. Segundo comunicado divulgado pela empresa que administra o estabelecimento, dois homens armados renderam 140 hóspedes e 30 funcionários no início da manhã. Por volta das 9h30, cerca de 80 tinham sido libertadas. O ministro da Segurança, coronel Salif Traoré, disse que a polícia libertou três dezenas de reféns e que outros conseguiram fugir sozinhos.

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Fontes da segurança disseram que os suspeitos são jihadistas que chegaram ao hotel num automóvel com matrícula diplomática, entraram e começaram a disparar armas automáticas. O tiroteio levou à definição de um perímetro de segurança no local. Não há informações sobre feridos. 

De acordo com o testemunho, o fogo disparado por armas automáticas foi ouvido fora do hotel, mas ainda não há relatos sobre vítimas. Tudo aconteceu no sétimo andar do prédio. “As nossas equipes de segurança estão em contato constante com as autoridades locais, a fim de prestar toda a ajuda possível para estabelecer a segurança no hotel. Neste momento, não temos mais informações e continuamos a acompanhar a situação de perto”, acrescentou o grupo hoteleiro no comunicado.

No dia 7 de março deste ano, um atentado contra um bar-restaurante em Bamako fez cinco mortos, entre eles um cidadão belga e um francês. Foi o primeiro ataque desse tipo registrado na capital do Mali.

Em agosto passado, ocorreu outra tomada de reféns, de mais de 24 horas, em um hotel da cidade, que provocou a morte de quatro soldados e cinco funcionários da Organização das Nações Unidas, bem como de quatro assaltantes.

Os grupos islâmicos têm feito ataques no Mali desde junho, apesar de um acordo de paz entre os rebeldes tuaregues, no Norte do país, e grupos armados rivais pró-governo.

O Norte do Mali esteve, entre março e abril de 2012, sob controlo de grupos jihadistas ligados à Al Qaeda, na sequência de um golpe militar.

Os grupos foram dispersados e perseguidos após uma intervenção militar internacional lançada em janeiro, por iniciativa da França, cujas forças militares se mantêm ainda no país.

No entanto, há várias regiões que escapam ao controle das forças militares malaias e estrangeiras.

Há muito concentrados no Norte do país, os ataques jihadistas estenderam-se, desde o início do ano, para o Centro e, desde junho, para o Sul do território.

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