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terça, 21 novembro 2017
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Paraibano Guegué Medeiros lança o disco ‘Catabi’

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Coveiros: conheça histórias de homens que vivem dentro de cemitérios e...

Histórias de terror, curiosidades, vivência e dificuldades. O dia a dia de um coveiro não é nada fácil. Vai desde conviver com a tristeza dos outros, até a se adaptar e conviver com um ambiente que para muitos causa arrepios e calafrios. É, sem dúvidas, uma tarefa muito difícil, principalmente por estar ligada diretamente com os fatores psicológicos e emocionais do ser humano. Trabalhar em um cemitério, cavando covas, participando de funerais e enterros diariamente é a tarefa de Alis Ramos de Melo, que herdou de seu pai, Seu Antônio Ramos, a missão de ser um coveiro. “Aprendi desde cedo com meu pai, desde pequeno que o acompanhava nos cemitérios, e hoje estou aqui há mais de dez anos, fazendo o que gosto”, disse.
Alis Ramos, coveiroFoto: Alis Ramos, coveiro Créditos: Vinícius Miron
Aproveitando o Dia de Finados, o Portal Correio foi até o Cemitério São José, localizado no Bairro de Cruz das Armas, em João Pessoa, para conversar com os coveiros que lá trabalham, colhendo muitas histórias curiosas de um lugar que é temido por muitos: o cemitério.
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Agente de saúde desafia ‘cidade dos carros’ e usa bicicleta para...

Andar de bicicleta em qualquer grande cidade brasileira é um desafio, não só pelos poucos espaços específicos para ciclistas, mas também pelo alto índice de violência. Em um país onde cerca de 40 mil pessoas morrem anualmente no trânsito, pedalar em trechos compartilhados por veículos motorizados é um risco. Angélica da Silva Santos, de 35 anos, não se assusta com esses dados. Agente de saúde municipal, a servidora pública de João Pessoa (PB) pedala todos os dias para o trabalho e faz cerca de dez atendimentos diários sobre os pedais. A jornada de Angélica começa cedo. Após um rápido café da manhã, ela se apronta e põe a bolsa na cesta da bicicleta. É hora de começar o trajeto. A agente de saúde sai de casa por volta das 7h e segue pela rua onde mora até uma avenida principal. Entre calçamentos e asfaltos ruins, ela se arrisca no meio de uma cidade com 355 mil veículos motorizados e conta como é difícil trafegar de bicicleta em uma capital que tem 58 km de trechos para ciclistas, mas nenhum deles no bairro do Cristo Redentor, onde ela mora e trabalha, na Zona Oeste de João Pessoa. “Passo por várias situações difíceis. As ruas têm muitos buracos e para desviar deles, tenho que me expor aos carros. Ônibus e carros passam por mim e não têm muito respeito. Muitas vezes tenho que subir nas calçadas para o carro não bater em mim”, afirma ao Portal Correio, narrando o quanto os motoristas ignoram a Lei de Mobilidade Urbana.
Lei de Mobilidade em JPCréditos: Vinícius Miron/Correio da Paraíba
A agente de saúde atribui essa falta de respeito no trânsito à pouca educação e à falta de entendimento de que a bicicleta não é apenas para lazer, mas um importante meio de transporte. “Eles não têm educação para ver aquilo [a bicicleta] como um meio de transporte. Acham que o ciclista está atrapalhando. Não respeitam porque não têm educação”. Angélica sabe que João Pessoa tem ciclovias, ciclofaixas e faixas preferenciais espalhadas por 12 localidades, mas ela nunca experimentou andar em nenhuma delas, já que a mais próxima fica a cerca de 6 km do bairro onde ela mora e está completamente fora do percurso que precisa fazer diariamente. “As ruas são feitas só para carros. Conheço as ciclovias, mas nunca utilizei nenhuma delas”, explica.  
Entenda a diferença dos espaços para ciclistas (Fonte: Semob-JP)Foto: Entenda a diferença dos espaços para ciclistas (Fonte: Semob-JP) Créditos: Vinícius Miron/Correio da ParaíbaO chefe da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de João Pessoa (Semob-JP), Carlos Batinga, reconhece que ser ciclista e pedestre na capital paraibana é um desafio perigoso, mas defende projetos atuais e os que seguem em fase de implantação – mesmo que ainda não sejam suficientes. Ele também critica o que chama de “cultura do automóvel”.“Sem dúvida é um desafio andar a pé e de bicicleta em João Pessoa. A cultura do automóvel foi bastante incentivada e transformou as cidades para carros e máquinas, esquecendo as pessoas. O grande trabalho nosso é humanizar as cidades e isso passa pelo investimento em circulação de pessoas em modos não motorizados. Quando se tem esse investimento, boa parte das pessoas critica e defende espaços urbanos para os automóveis, não para pessoas. Ao longo do tempo, calçadas e canteiros foram desfigurados para dar espaço ao automóvel e nenhuma cidade do mundo conseguiu resolver problemas de mobilidade através do sistema motorizado. Foi sempre investindo no transporte coletivo e nos modos não motorizados”, afirma. Dados numéricos
Créditos: Vinícius Miron/Correio da Paraíba   Para Batinga, ter espaços para ciclistas é fundamental para que se tenha uma cidade sustentável. Consciente de que João Pessoa ainda deixa a desejar na quantidade de espaços para ciclistas, ele explica que essas alterações não ocorrem de forma rápida e além de precisarem de investimentos, podem demorar anos para que sejam efetivadas. “O espaço para ciclistas e pedestres é fundamental para você ter uma cidade sustentável, com mobilidade urbana funcionando. A Lei da Mobilidade prioriza modos não motorizados e o transporte coletivo, em detrimento ao individual motorizado. [Estamos] implantando ciclovias e ciclofaixas, como a da Avenida Beira-Rio. O Plano de Mobilidade de João Pessoa inclui um projeto de rede cicloviária que venha a ser dado continuidade em várias administrações. Para que você construa essa rede, não vai ser de um ano pra outro, mas é fundamental que se tenha esse planejamento”. Plano Diretor de Mobilidade (Fonte: Semob-JP)
Créditos: Vinícius Miron/Correio da Paraíba  
Angélica não espera por esse plano de mobilidade para seguir seu trajeto diário. Sem medo, ela encara a jornada sabendo de todos os riscos que corre, sem nunca ter passado por nenhum problema grave e sem usar equipamentos de segurança. “Nunca caí, nem nunca atropelei nem bati em ninguém. Não uso material de segurança nem de sinalização, mas reconheço que é um erro meu. Esqueço que é necessário e tenho que melhorar”. Os equipamentos de segurança para ciclistas são fundamentais. Mesmo que não eliminem todos os riscos, eles podem reduzir possíveis gravidades em casos de acidentes. Quem explica é Carlos Augusto Santana, conhecido como ‘Guto’, membro do grupo ‘Salva Bike’, que reúne ciclistas de João Pessoa e região metropolitana. “O primeiro equipamento, com certeza, é o capacete. O segundo são as luvas, para não arranhar as mãos, e o terceiro são os de sinalização, como lanternas dianteira e traseira. Em uma queda, geralmente se bate logo a cabeça; o segundo [a sofrer impacto] são as mãos, porque você vai querer se defender”, diz ele ao Portal Correio.
Conheça a Salva BikeCréditos: Vinícius Miron/Correio da Paraíba  
Mesmo sem nunca terem se visto para conversar sobre o assunto, Angélica, Batinga e Carlos Augusto têm a mesma opinião sobre as dificuldades para ciclistas nas grandes cidades. Enquanto Batinga reforça o discurso de que “todos somos pedestres” e Angélica critica a falta de respeito dos motoristas, Carlos Augusto não pensa diferente e vai mais longe, ao mandar uma mensagem para a agente de saúde e afirmar que falta “amor ao próximo” no trânsito. “Angélica, independente dos horários, você tem que estar preparada fisicamente, psicologicamente; os equipamentos de segurança você tem que estar com eles. Mesmo que seja um trajeto pequeno, pelo menos use o capacete. Tenha amor a você mesmo, porque os outros não vão ter”, alerta, em recado direto para Angélica. Apesar de todos os perigos, Angélica nem pensa em trocar a bicicleta por um transporte motorizado. “Gosto de pedalar; me acostumei, não fiz nenhum esforço até hoje para trocar a bicicleta por uma moto”, finaliza a agente de saúde.
Angélica desafia os carros para trabalhar de bicicletaFoto: Angélica desafia os carros para trabalhar de bicicleta Créditos: Alisson Correia/Portal Correio
Por Alisson Correia
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Paraibana transforma sequelas de acidente em história de superação

Um acidente, três meses dentro de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e dois anos depois a superação que se reflete na ajuda a quem não consegue viver com traumas de uma violência no trânsito. A história que você vai conhecer agora é protagonizada pela jovem Rayanna Karla do Nascimento. Pronta para casa, ela viu sua vida tomar um rumo inesperado após um grave acidente. No dia 30 de agosto de 2015, Rayanna se preparava para tirar suas fotos do casamento, saiu de Guarabira com seu noivo em direção a Alagoinha, no Brejo do estado, foram de moto. “A gente se preparou muito para esse ensaio e eu me lembro que passaram vários domingos e eu adiava o ensaio, porém chegou nesse dia e decidimos ir, me maquiei e me arrumei e marcamos de ir para essa fazenda com intuito de realizarmos o ensaio. Nunca tínhamos andado sem capacete, mas nesse dia eu não usei, pois ia desarrumar meu cabelo”, disse Rayanna. Faltavam apenas 15 dias para o casamento, porém as fotos não foram reveladas. Um acidente marcou de vez a história do casal. “Fomos até a fazenda, fizemos o ensaio com a fotógrafa, era um dia muito esperado, pois íamos firmar nosso relacionamento de 6 anos. Fizemos o ensaio e chegou a hora de ir embora. Até que nós convidamos nossa fotógrafa a ir na nossa mesma foto. Quando chegamos na pista, a única imagem que me lembro era um carro vindo em nossa direção, um carro vermelho. Só lembrei da pancada nas minhas costas”, disse. “O motorista estava embriagado, vinha de uma vaquejada, mas ele me arrastou por 60 metros até o carro dele estancar. Ele saiu do carro correndo, e o pneu estava em cima do meu rosto. Meu noivo tentou de várias maneiras me ajudar, mas o povo não deixou mexerem no meu corpo”, relatou. Rayanna teve lesões graves em todo o corpo, passou 13 dias em coma e quase três meses na UTI. A recuperação foi dolorosa e lenta. “De três em três dias eu ia pra João Pessoa fazer os curativos das duas pernas, do braço e da parte esquerda da face. Fiquei com a orelha pendurada e tomava anestesias de três em três dias. Até que o médico disse que eu não agüentaria fazer os curativos em João Pessoa, que teria que fazê-los em casa. Era muita dor, eu gritava, chorava...”, disse emocionada. O apoio em casa foi essencial dentro de casa. “Ninguém acreditava. A enfermeira chamou a minha tia e perguntou se ela tinha religião, então minha tia disse que sim, daí a enfermeira falou pra ela orar muito, pois minha situação era muito difícil. Eu sou a prova viva de uma oração. A região toda orou por mim, mas o pior já passou, agora só a recuperação, com muita fé que tudo vai dar certo, com muita fé”, disse. O que para muitos pode ser uma história triste demais para ser contada, fez Rayanna encontrar um propósito para tudo que aconteceu. Ela começou a postar em suas redes sociais fotos desde que saiu da UTI e começou a recuperação. Essas postagens ajudaram pessoas que ela nem conhecia, de vários estados do Brasil. “Eu recebi um depoimento de uma seguidora que teve paralisia facial, e o sorriso dela é toro, igual ao meu. Ela nunca tinha tirado uma foto sorrindo, então eu mandei meu testemunho para ela, e ela tirou uma foto sorrindo e me mandou”, comentou. Aos poucos Rayanna tenta voltar ao ritmo que tinha antes. Ela ainda tem dificuldades para andar e fazer tarefas consideradas simples, mas aproveita o tempo para ler e pensar no futuro. “Eu sempre tive essa vontade de ajudar as pessoas, até que aconteceu isso. Por isso que eu sempre digo que a vida não é por acaso. Hoje eu consigo ajudar as pessoas por meio das redes sociais, coisa que eu nunca imaginei em fazer com outra pessoa”, disse.
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