Economia de energia gerada pelo Procel atingiu 10,5 bilh?es de kWh em 2014

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A economia gerada no ano passado, pelo Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), coordenado pelo Ministério de Minas e Energia e executado pela Eletrobras, somou 10,5 bilhões de quilowatts-hora (kWh), de acordo com o Relatório de Resultados do Procel, divulgado nesta quinta-feira (16) pela estatal.

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A superintendente de Eficiência Energética da Eletrobras, Renata Falcão, disse que a economia representa cerca de 2,2% da carga de consumo total do Brasil e equivale ao consumo de energia anual de 5,25 milhões de residências, além de corresponder à energia fornecida, no período de um ano, por uma usina hidrelétrica com capacidade de 2,522 megawatts (MW). Economia suficiente, segundo ela, para adiar investimentos estimados em R$ 1,2 bilhão.

De acordo com Renata, a economia de energia resultante do Procel foi quase 8% maior do que em 2013, quando atingiu 9,7 bilhões de kWh, e mostra tendência crescente nos últimos anos. Além disso, a economia de energia registrada em 2014 evitou a emissão de 1,425 milhão de toneladas de gás carbônico equivalentes na atmosfera, o que corresponde às emissões de 489 mil veículos em um ano.

Renata analisou que o balanço dos 30 anos de existência do Procel é “bastante positivo”. Os investimentos no programa, no período, somam em torno de R$ 2,4 bilhões, com economia de energia acumulada de 81 bilhões de kWh. A superintendente informou que o valor da energia dessa “usina virtual” chamada Procel é de R$ 30 por kWh. “Não existe energia mais barata do que essa”, salientou.

Para a execução de ações e projetos nas esferas pública e privada, o Procel dispõe de subprogramas, entre os quais o Procel Educação, Procel Sanear, Procel Info, Procel Indústria. No ano passado, foi lançado o Selo Procel de Edificações e incluídas duas categorias no Selo Procel de Equipamentos (forno microondas e lâmpadas LED).

Renata estimou que a criação, em junho passado, da Câmara Técnica de Eficiência Energética, pelo Conselho Nacional de Política Energética, dará novo impulso à economia de energia. “A gente acredita muito nisso”, disse ela, e adiantou que não há nenhuma meta de economia de energia estabelecida para 2015, mas estima que os investimentos no Procel, incluindo custeio, deverão repetir 2014, da ordem de R$ 18 bilhões, priorizando convênios com universidades.

Renata salientou que a economia de energia é fruto também de investimentos do passado. Foram capacitadas universidades e criados 70 laboratórios em todo o território, nas mais diversas áreas. “Tem esse efeito multiplicador, que dá frutos a longo prazo. Você não necessariamente tem que investir sempre mais. A ideia é fazer cada vez mais com menos e multiplicar isso com gestão”, argumentou.

Para a superintendente, a população brasileira tem consciência da necessidade de economizar energia. Ressaltou, porém, a importância de reforçar a atuação do Procel na indústria – que representa 40% do consumo nacional – e na área edificações comerciais, residenciais e públicas – que representam 50% do consumo.

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