Em greve, UFCG reprova proposta de suspens?o do calend?rio letivo

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Uma reunião do Colegiado Pleno do Conselho Universitário da UFCG reprovou a proposta de suspensão do calendário letivo, na manhã desta terça-feira (30). Foram 17 votos contrários à medida, contra apenas quatro favoráveis. A proposta de suspensão foi apresentada pelas entidades sindicais e representantes dos segmentos da comunidade universitário em todos os campi da instituição.

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A proposta de suspensão está numa carta aberta divulgada na segunda-feira (29) pela Aduf-CG, Aduc, AdufCG-Patos, DCE-UFCG e Sintespb/UFCG, direcionada aos integrantes do Conselho Superior da universidade. O texto argumenta que a greve por tempo indeterminado dos três segmentos da UFCG é uma resposta “à difícil situação que as Instituições Federais de Ensino enfrentam hoje, no que diz respeito ao precário funcionamento das atividades de ensino, pesquisa e extensão”. Leia a carta na íntegra mais abaixo.

Para justificar a suspensão do calendário acadêmico as entidades representantes dos três segmentos explicam que a iniciativa evitaria tensões desnecessárias no interior da UFCG e garantiria os direitos dos três segmentos quando do retorno das atividades acadêmicas após a greve.

A carta aberta o também lembra que “o Colegiado Pleno adotou esse mesmo procedimento na greve de 2012 e no curso do atual movimento paredista as Universidades Federais da Bahia e do Amapá já suspenderam os seus respectivos calendários acadêmicos”.

As entidades também apresentarão durante a reunião uma proposta de moção de apoio daquele órgão a greve dos professores e servidores técnico-administrativos da UFCG.

Veja, na íntegra, a carta divulgada pelas entidades ligadas a UFCG:

Carta aberta aos membros do Colegiado Pleno da Universidade Federal de Campina Grande

Senhor conselheiro, senhora conselheira,

Como é de conhecimento público, os três segmentos que constituem a UFCG estão em greve por tempo indeterminado. Essa é uma resposta coletiva que nós, docentes, estudantes e técnico-administrativos, damos à difícil situação que as Instituições Federais de Ensino enfrentam hoje, no que diz respeito ao precário funcionamento das atividades de ensino, pesquisa e extensão.

Esse quadro foi agravado ainda mais com o corte de 9,4 bilhões que recentemente o governo federal fez no orçamento do Ministério da Educação, como parte da política de “ajuste fiscal” que beneficia os interesses de uma minoria ligada ao grande capital, em detrimento da maioria da população brasileira.

Essa realidade se manifesta dramaticamente no cotidiano da nossa instituição em aspectos tais como: na ausência de políticas efetivas de apoio e permanência estudantil, no que diz respeito à moradia, alimentação, assistência médica, bolsas de estudo; infraestrutura precária, com atrasos no calendário de obras novas ou falta de manutenção adequada às já existentes; precarização das condições de trabalho; falta de professores e técnico-administrativos em número adequado para atender às novas demandas geradas pela expansão precarizada, a exemplo do REUNI; perdas salariais e de direitos previdenciários acumulados ao longo dos últimos anos; práticas antidemocráticas e privatizantes que violam os mais elementares princípios da democracia e do caráter público da UFCG e demais IFE.

A pauta de reivindicações que nos unifica e está na base do movimento grevista vai na contramão desse perverso processo em curso e tem como principais eixos a defesa da universidade pública, da sua autonomia e democratização e por melhores condições de trabalho, salário e estudo para docentes, técnicos e discentes.

Diante desse grave momento nos dirigimos ao Colegiado Pleno, principal instância coletiva de decisão da UFCG, solicitando a aprovação de moção de apoio ao movimento paredista dos três segmentos universitários, com a consequente suspensão do calendário acadêmico de 2015.1.

A suspensão do calendário é importante, no sentido de evitar tensões desnecessárias no interior da comunidade universitária e garantir os direitos dos três segmentos quando do retorno das atividades acadêmicas após a greve. Por outro lado, convém lembrar ainda que o Colegiado Pleno adotou esse mesmo procedimento na greve de 2012 e no curso do atual movimento paredista as Universidades Federais da Bahia e do Amapá já suspenderam os seus respectivos calendários acadêmicos.

Campina Grande, 30 de junho de 2015.

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