Empr?stimos e Seca

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No inicio deste ano a Paraíba fez sua lição de casa com a esperança de,
com equilíbrio fiscal, receber do governo federal o aval para
empréstimos à CAF e ao BIRD no valor de US$ 500 milhões (equivaleria a
cerca de R$ 1,9 bilhão com o dólar a R$ 3,81), além de um novo Proinvest
e financiamento para saneamento, que somariam quase R$ 900 milhões.

Em tempos de forte queda nas receita públicas, mataria não dois, mas
três coelhos com uma cajadada só: garantiria os recursos para obras
necessárias ao desenvolvimento, asseguraria os empregos dos que
trabalham nas empresas que têm contratos com o Estado e, de quebra, o
cumprimento de promessas feitas na campanha.

Mas, com a ameaça de rebaixamento da nota do Brasil pela Standard &
Poor,o que se confirmou em setembro, a Secretaria do Tesouro Nacional
suspendeu a análise dos pedidos de aval dos Estados, apesar de
compromisso assumido pela presidente Dilma Rousseff em encontro com os
governadores nordestinos.

Amanhã, Ricardo Coutinho vai se reunir novamente com a presidente Dilma e
ele já antecipou que a pauta da Paraíba só tem dois itens: empréstimos e
seca. Vai insistir no aval para dois contratos que segundo disse, somam
US$ 375 milhões (equivalente a R$ 1,428 bilhão com o dólar a R 3,81).

Palavras de Ricardo: “Tem dois empréstimos sendo discutidos. Não podemos
continuar desta forma. A União tem que fazer a sua parte, e não fez
ainda a sua parte. Não tem ajuste fiscal no mundo que justifique essa
falta quase de total de recursos na área da seca, da estiagem. Queremos
que essas obras sejam concluídas e precisamos de dinheiro emergencial.
Eu estou fazendo a minha parte enquanto governador”. Os empréstimos
seriam para obras hídricas e estradas.

Durante visita as obras de hospital em Santa Rita, Ricardo disse que já
fez todos os cortes e que “o Estado está funcionando da forma mais
enxuta possível”. E completou: “Quero que não falte gasolina nas
ambulâncias e que haja escolas para crianças e adolescentes”. Boas
prioridades, mas não evitarão as cobranças futuras. Para manter o ritmo
de realizações vai precisar que Dilma cumpra o que prometeu.

Torpedo

”O Congresso terá que dar uma saída para o funcionamento da Saúde.
Se não for a CPMF, será outra. O cidadão precisa ir a um hospital e
poder cuidar de sua saúde”.

Do governador Ricardo Coutinho, sobre a proposta de recriação da CPMF, em tramitação na Câmara Federal.

Primazia

O presidente do PSDB, Ruy Carneiro considerou “um absurdo” a criação de
um TCM em tempos de crise. “Se o Governo tem dinheiro porque não investe
em saúde e segurança para amenizar dificuldades da população?”.

Balança

Disse mais: “Criar um TCM é desviar os recursos que deveriam ser gastos
para atender o interesse público em função do privado, pois só interessa
ao governador e um grupo de pessoas cotadas para assumir os cargos”.

Mais atenção

No Fórum União pelo Nordeste, que reuniu parlamentares da PB, PE, AL, BA
e MA, o deputado Bruno Cunha Lima disse que o governo federal tem
falhado com a região e cobrou ações que garantamágua.

Adylla

A APL fará homenagem póstuma a Adylla Rocha Rabello, que faleceu em
julho. Será no dia 20, às 19h, com discursos dos acadêmicos Flávio
Sátiro Fernandes e José Loureiro, e do filho da imortal, Gerardo
Rabello.

Zigue-Zague

Todos os olhos estarão voltados, hoje, para o congresso do PMDB, em
Brasília. É esperada queda de braço entre os contra e a favor do
rompimento com o PT.

O mote é “O PMDB tem voz e não tem dono”, e debaterá um plano contra a
crise, denominado de “Uma ponte para o futuro”, avalizado por Michel
Temer.

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