Especialista diz que bloqueio do WhatsApp é “desastroso” para o povo e para economia

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Pela terceira vez em menos de um ano a Justiça brasileira ordenou o bloqueio do WhatsApp. Desta vez, os cerca de 100 milhões de usuários do aplicativo no Brasil passaram a tarde inteira desta terça-feira (19) sem poder utilizá-lo, até que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, decidiu derrubar a decisão da Justiça do Rio de Janeiro. Segundo o vice-presidente de Estratégias da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net), Leonardo Palhares, “reflexos de uma medida como essa são desastrosos tanto para a população quanto para a economia brasileira”.

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“É preciso encontrar um meio-termo para essa situação de suspensão no WhatsApp”, defende Palhares. Para ele, o bloqueio da ferramenta não prejudica apenas os usuários, mas milhares de pequenos negócios que utilizam o aplicativo para a comunicação com clientes e fornecedores.

A Justiça quer que o Facebook intercepte mensagens trocadas por pessoas envolvidas em crimes na região de Duque de Caxias (RJ) antes de serem criptografadas ou que disponibilize tecnologia que permita a quebra da criptografia em tempo real (uma espécie de grampo telefônico no Whatsapp).

Palhares indica que há uma desproporcionalidade na aplicação da lei. “Há outras maneiras legais de conseguir informações sem que milhões de pessoas que não estão envolvidas diretamente na prática do alegado crime sejam afetadas”.

Por determinação da Justiça, o Whatsapp já havia sido suspenso no Brasil em outras duas ocasiões. A primeira, em dezembro do ano passado, quando o bloqueio caiu por liminar em menos de 24 horas. A segunda, em maio deste ano, deixou o aplicativo bloqueado por 24 horas. Os juízes que pediram a suspensão alegam que o Facebook se recusa a enviar informações sobre usuários que estão sob investigação. A rede social, por sua vez, diz não ser possível fornecer os dados pedidos.

“E a queda de braço continua. Mas em vez de um ou outro saírem prejudicados, perdem os milhões de brasileiros que usam o aplicativo. E perde também o Brasil, que tem sua imagem abalada internacionalmente às vésperas dos Jogos Olímpicos”, concluiu Palhares.

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