Do berço às arquibancadas, paixão pelo futebol é passada de pai para filho

Torcedores do Botafogo-PB contam suas trajetórias desde a infância até hoje como botafoguenses

Futebol | Em 13/08/17 às 13h55, atualizado em 13/08/17 às 13h53 | Por Gabriel Botto
Arquivo Pessoal
Artur Puziski, seu pai Paulo Valério e seu filho, Felipe Puziski

A paixão por um clube de futebol, culturalmente falando, é mais uma daquelas heranças que grande parte dos brasileiros carrega desde os primeiros passos, sendo, na maioria das vezes, uma tradição familiar, passada de geração para geração, tornando-se algo muito forte e habitual, onde são depositadas muitas alegrias, tristezas e claro, muito amor. Comente no fim da matéria.

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Com Victor Lucena não foi diferente. Desde seus primeiros passos, já teve o destino cravado por seu pai, João Lucena, que jogou no time profissional do Botafogo na década de 80 – isso mesmo, naquela época áurea do clube paraibano. Victor tornou-se um torcedor fanático do Botafogo da Paraíba, clube que ele acompanha de perto, sempre presente em jogos tanto em João Pessoa, como quando o time joga fora de casa, na Paraíba ou em outros estados do Brasil e até em treinamentos durante a semana. Onde o Botafogo-PB joga, a dupla de 'pés quentes' sempre está presente, apoiando o time do coração.

Victor Lucena e seu pai, João

Foto: Victor Lucena e seu pai, João
Créditos: Arquivo Pessoal

Para Victor, o amor depositado ao Botafogo-PB é como uma “loucura”, um vício que move os torcedores a irem a qualquer lugar para torcer, vibrar e apoiar o clube em campo. Com ele, aconteceu logo na infância, quando o pai resolveu levá-lo ao Estádio Almeidão, em João Pessoa, pela primeira vez, para acompanhar o Belo, time do coração. Em seguida, ele foi adquirindo um afeto muito grande pelo clube, querendo passar o dia inteiro no Centro de Treinamento do Botafogo, até que um dia começou a jogar futebol na escolinha do time, onde realizou o sonho de jogar uma preliminar do Campeonato Paraibano em pleno Almeidão para uma multidão de torcedores.


Victor Lucena jogando na Escolinha do Botafogo-PB, aos 7 anos

Foto: Victor Lucena jogando na Escolinha do Botafogo-PB, aos 7 anos
Créditos: Arquivo Pessoal

“Depois que fui ao estádio pela primeira vez, senti algo diferente, é uma emoção muito grande ver aquela atmosfera, a torcida fazendo aquela festa nas arquibancadas. É muito lindo, arrepia. Hoje vejo que toda essa paixão que foi passada pelo meu pai é uma verdadeira loucura, algo que nos move no dia a dia, seja vestindo a camisa do Botafogo ou simplesmente por carregar aquele sentimento para qualquer lugar”, disse Victor Lucena.

Victor disse que o sentimento pelo Botafogo-PB não foi imposto por seu pai em nenhum momento, mas foi adquirido ao longo do tempo, com as idas ao estádio e também sabendo da história do seu genitor, que além de torcedor, jogou no clube. Ele se espelhava muito no pai e tinha aquilo como algo que era muito importante, por ver e sentir as reações do seu pai.

“Desde pequeno eu pude acompanhar o Botafogo, até porque o Botafogo, para mim, é como uma herança sentimental. Meu pai nunca chegou a mim e disse ‘meu filho, você torce pro Botafogo’, foi algo que veio naturalmente, algo que se tornou minha rotina, mas se não fosse por ele, talvez nada disso teria acontecido”, destacou o torcedor Victor Lucena.

Victor acredita que os laços criados pelo clube são familiares. Ele diz que o Botafogo é como algum membro da família, como um verdadeiro filho, alguém que ele ama, quer o bem e faz de tudo para ver em bons momentos.

“Assim como um pai almeja ver um filho crescer e se desenvolver, atingindo conquistas na vida, eu tenho esse sentimento com o Botafogo. Quero acompanhar suas conquistas, quero vê-lo sempre nos mais altos degraus do futebol regional e nacional”, disse Victor Lucena.

Do berço para as arquibancadas

Torcedor do Botafogo-PB desde os primeiros anos de vida, Artur Puziski tem uma história muito semelhantes com a de Victor Lucena, porém, com ele, as coisas já se repetem com seu primeiro filho, Felipe, que tem apenas alguns meses de vida, mas já faz parte da torcida mirim do alvinegro paraibano.

“Tudo começou com meu avô, que, curiosamente, nasceu em Campina Grande, terra dos rivais do Botafogo (Treze e Campinense), mas é botafoguense e ainda justifica que ‘só fez nascer’ na Rainha da Borborema. Todos os filhos do meu avô seguiram os passos do pai e o acompanhavam nas partidas do Botinha, criando um vínculo muito afetivo com o clube”, disse Artur Puziski.

Artur Puziski e seu pai, Paulo Valério

Foto: Artur Puziski e seu pai, Paulo Valério
Créditos: Arquivo Pessoal

 

Com Artur, aconteceu do mesmo jeito, já em seus primeiros passos, acompanhava seu pai nos jogos do Belo no Estádio Almeidão, onde, para ele, além de ser um espetáculo esportivo, era um momento único de pai e filho. Mas agora, ele vive o mesmo momento, porém, do outro lado. Seu filho, Felipe, nasceu neste ano, mas já tem destino de torcedor traçado pelo pai.

“Agora estou em uma nova fase. Vejo-me na mesma situação que meu pai viveu comigo, de passar esse amor para o meu filho, pois pelo que eu já vivi com o Botafogo, mesmo que pouco, foram momentos únicos ao lado do meu pai, seja na fase ruim ou nas grandes conquistas, meu pai estava lá e apesar de tudo, antes mesmo de ser um jogo do Botafogo, era um momento de pai e filho, onde podíamos conversar, ficar juntos, então é tudo isso que espero passar pro meu filho”, disse Artur Puziski.


Artur Puziski, seu pai Paulo Valério e seu filho, Felipe Puziski

Foto: Artur Puziski, seu pai Paulo Valério e seu filho, Felipe Puziski
Créditos: Arquivo Pessoal

 

Artur espera realizar com seu filho, da mesma forma que seu pai fez com ele, mostrando a importância de torcer por um time local, tendo uma identificação tanto esportiva como afetuosa com a agremiação.

“Espero fazer o mesmo com meu filho, levá-lo pro campo, fazer com que ele seja um torcedor apaixonado pelo Botafogo, assim como toda a família, começando desde agora, comprando camisa, roupinhas, pois sei que tudo isso faz parte. Nós que torcemos por um time do próprio estado, sabemos que vale a pena propagar esse amor, pois ir ao estádio, ver seu time e acompanhar de perto é uma coisa que não tem preço e fazer isso com uma pessoa que amamos é sensacional”, relatou Artur Puziski.

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