Estaleiro vai turbinar Litoral Norte e gerar 6 mil empregos a partir de 2019

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Com os atrasos ocorridos nas licenças fica para 2019 a previsão de início do funcionamento do estaleiro no município de Lucena. Ele estará funcionando com força total, em plena capacidade, apenas em 2021, conforme explicou Roberto Braga, consultor da RB Consultores e Associados. 

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“Esse estaleiro tem quatro anos de construção, só que nos primeiros dois anos já começa a operar com hidrolift, porque são muito pragmáticos. Com dois anos, por exemplo, em julho de 2019, já começa a operar parte do estaleiro com hidrolift. Com mais dois anos, seria julho de 2021, estaria em plena capacidade”, informou.

Roberto Braga garante que, apesar do atraso, a obra vai sim sair do papel. “A licença ambiental já saiu, vamos sair com a instalação, só vai atrasar a obra, mas vai sair. Vamos cumprir todos os condicionantes, então, não tem como não sair. Pode ser que apareça oportunidade fora e eles vão embora e essa é a torcida para que não aconteça. Mas, pelo que está acontecendo, essa preocupação é em menor escala”, assegurou.

Meio ambiente

Uma obra desse porte traz, evidentemente, uma preocupação gigante com o meio ambiente. Roberto Braga afirma que não tem jeito, os impactos ambientais serão causados por menor que sejam. Entretanto, Roberto Braga assegura que a empresa tem cumprindo todas as exigências com relação ao meio ambiente.

“Nesse assunto, caminhamos agora para a licença de instalação e estamos sofrendo muito com o Iphan outra vez. Nós tínhamos previsto estar com a licença na mão no dia 15 de dezembro. Depois dessa data foi que o Iphan conseguiu enviar para Brasília o seu relatório final, depois de muita peleja, reunião, porque estão assoberbados de serviços e todos sabem que o Iphan não é brincadeira. A gente tem sofrido bastante com isso aí, a licença de instalação ainda não saiu…”, relatou.

Mas, para isso, o consultor lembra que é preciso uma parceria maior com o governo. “O governo precisaria conclamar urbanistas, arquitetos e com responsabilidade fazer um trabalho para que o estaleiro, ao chegar, e ainda tem seis meses para obra começar, para que tivesse um novo desenho do uso do solo. Um plano diretor novo para a cidade de Lucena”, revelou.

Enquanto isso, uma empresa privada está projetando a obra. “Um projeto conceitual e definitivo está sendo feito pela Proman Engenharia, de Portugal, que tem expertise enorme em portos e estaleiros, a mais conceituada no mundo para fazer esse tipo de projeto. Ela está com 85% do projeto pronto. Evidente que esse projeto depende ainda de alguns condicionantes que precisarão ver a licença de instalação. A Proman fica esperando para ver se ainda tem alguma surpresa, porque esse negócio de meio ambiente tem muita gente achando que isso é pequeno e criando dificuldades aonde não existem. Isso assusta todo mundo. E você sabe que sem essa licença de instalação, não trazemos investidor definitivo para cá”, contou.

Além disso, segundo Braga é importante conter nesse projeto a construção de casas, hotéis e até restaurantes. ” É um trabalho grandioso, espetacular, porque na Paraíba tem arquitetos, engenheiros e urbanistas competentíssimos que podem fazer isso acontecer, mas que faça de agora, para quando estaleiro chegar não aconteça o mesmo que acontece nessa Paraíba que vai para as praias do sul, com casas, restaurantes, barzinhos numa calçada de 1,5 metros de avenida na beira da pista, sem nenhum planejamento”, reclamou.

Reciclagem da água e segurança

O estaleiro vai trazer ainda mais benefícios para toda a região de Lucena. “Outro trabalho importante é a reciclagem da água que vem lavando o navio. Quando ele vai parar no porto, se for um petroleiro, que vão vir muitos para cá, vem sendo lavado e aquele óleo com a água não pode ser jogado ao mar, então precisa tirar esse combustível com água, reciclar e é um trabalho interessante e se ganha muito dinheiro com isso daí. É outro serviço que vai ser feito”, falou.

Além disso, tem a questão da segurança, conforme explica Roberto Braga. “Segurança do estaleiro e da área, segurança patrimonial, restaurante para alimentar todas essas pessoas, comércio, área de treinamento, centro médico, que inclusive vai ser aberto para a própria população, andaimes, por exemplo. O navio vai parar às duas horas da manhã que já veio programado, ele encosta no estaleiro, lá tem que ter equipe para colocar os andaimes, os elevadores, para que já tem, então, uma empresa que fabrique e seja dona dos andaimes e que faça essa operação é outro serviço”, contou.

E tem mais serviços, que vão gerar mais empregos. “O jateamento é outro serviço, a pintura é outro serviço. Então, quer dizer, o tratamento dos efluentes que em Lucena não tem, mas já está previsto três estações moderníssimas de tratamento dos efluentes e vão querer que alguém banque para fazer esse serviço. Então você veja a quantidade de trabalho que vai nascendo dentro do estaleiro e que vai agregar mais funcionários”, ressaltou. A previsão é de que, ao todo, sejam 1.500 empregos diretos e 4.500 indiretos.

Setores que saem na vantagem

Quem vai ganhar com tudo isso? Simples! Os setores hoteleiros, imobiliário e até o aeroporto. “E o porto também. Você vê que com o problema do porto, iria embora o abastecimento do combustível no Estado. O estaleiro chegando, o porto que recebe 100 navios por ano, às vezes até menos, vai receber 120 navios. Há demanda por combustível porque o navio chega já parando sem combustível. Vai ter que soldar tanque, então, imagina a necessidade de combustível, de alimentos para suprir barcos e navios, então, é uma coisa fantástica. Equipamento extraordinário e instrumento interessantíssimo para estado e torço para que isso aconteça bem”, explicou Braga.

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