Eternidade do clique

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Costumo usar este espaço para tratar de temas que afligem a pluralidade – da economia à política; dos conflitos sociais aos fenômenos modernos que transformam os costumes.

Hoje, porém, falo na primeira pessoa e trago à tona um tema que (perdoem) é extremamente egoísta – do tipo que dá uma volta completa em torno do próprio umbigo.

Mas como os feedbacks (muitos) sinalizam que tem um punhado de gente aí desse lado lendo minhas missivas semanais, não poderia deixar de pegar carona na vitrine da coluna para peticionar, junto aos amigos, o envolvimento em um projeto muito especial que iniciei há pouco mais de um ano.

Trata-se de um trabalho de resgate, catalogação e digitalização de fotos minhas e da família.

Faço isso porque sou um homem metódico e um tanto precavido. Não quero correr o risco de deixar este resgate para a última hora. Aquela bendita hora da qual nenhum de nós escapa.

E estimulo o meu entorno a empreender esse esforço. Pois já assisti, mais vezes do que gostaria, famílias se descabelarem diante de fragmentos soltos, desconexos, em corrida contra o tempo.

Resolvi não correr esse risco.

Sei que muitos dos amigos, pessoas que convivem comigo no dia a dia da nossa pequena Paraíba, devem ter em meio aos alfarrábios um desses instantes. Assim como tenho – aos punhados – registros com os amigos.

Aliás, dividi recentemente um desses momentos que virou história fotográfica.

Na imagem, registrada em Campina Grande há mais de 20 anos (mais precisamente em 21 de agosto de 1994), eu, Luiz Nunes, Arlindo Almeida, Arthur Cunha Lima, Odilon Ribeiro Coutinho, Agostinho Veloso, Buega Gadelha e o ex-ministro Rubens Ricupero.

Alguns já não existem mais. Mas os vivos receberam a foto com alegria.

Assim como tem sido insuspeitamente alegre esse garimpar de vida, revivendo celebrações e momentos singelos ao lado dos amigos; fatos importantes ou ordinários que me trouxeram até aqui, neste instante da minha vida, disposto a rever seus capítulos singulares.

E como tenho – Graças a Deus – muitos amigos, também devem ter por aí muitos momentos fotográficos a ser partilhados. Uma colaboração que será muito bem vinda, enriquecendo esse catálogo pessoal.

Juntos, construiremos a eternidade do clique. E a confirmação da existência – bem vivida – nos instantes que a tecnologia capturou e o dia a dia transformou em lembrança.

PS: aos que têm e desejam partilhar comigo tais fotos, eis alguns caminhos: envelopar endereçado a mim na portaria do Sistema Correio ou via e-mail (rcr@sistemacorreio.com.br).

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