Ex-dirigente da Sete Brasil nega irregularidades em contratos da empresa

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O ex-presidente do Conselho Administrativo da Sete Brasil, Newton Carneiro da Cunha, garantiu nesta terça-feira (16) que auditorias contratadas para analisar os contratos da empresa não encontraram irregularidade nos negócios firmados desde 2011, ano em que foi criada para construir sondas de perfuração.

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“Nas apurações não ficou evidenciado absolutamente nada, nada nas demonstrações contábeis e financeiras e mesmo nos escritórios de advocacia que fizeram auditamento e não encontraram nada”, afirmou.

Segundo ele, as auditorias foram feitas por empresas brasileiras e americanas e abrangeu desde os contratos até troca de algumas mensagens eletrônicas dentro da empresa.

A Sete Brasil foi citada como fonte de propinas na delação premiada do ex-gerente de Tecnologia da Petrobras Pedro Barusco. Há um mês, o atual presidente da empresa, Luiz Eduardo Guimarães Carneiro, havia afirmado que, se houve irregularidades, elas ocorreram fora da Sete.

Newton reiterou a informação hoje ao responder aos deputados da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras. “A Sete Brasil é vítima disto. É muito importante descobrir o formato com que foi feito isto. Se há malfeito, tem que ser apurado, mas não pode se sobrepor ao que é a empresa”, disse.

Ele confirmou que conhece o ex-presidente da Petrobras Sérgio Gabrielli e o ex-diretor José Eduardo de Barros Dutra que o indicaram para assumir cargo no Fundo de Pensão da estatal (Petrus). Ele disse que conheceu o ex-tesoureiro do PT, Vaccari Neto, no movimento sindical, lembrando que ocupou um cargo no sindicato de petroleiros. Cunha afirmou, porém, que nunca tratou de assuntos sobre a Sete com Vaccari.

O ex-presidente do Conselho Administrativo da Sete Brasil disse que foi filiado do PT até o final do ano passado. Disse também que deixou o comando do conselho no início do ano, quando foi informado sobre uma reunião extraordinária marcada para fazer alterações no comando do colegiado.

Newton Cunha ocupou cargos de direção no fundo de pensão da estatal, Petrus, a partir de 2007. Ele disse que “déficit na Petrus é decorrente do plano de benefícios” e não tem relação com os investimentos feitos pelo fundo. Ele garantiu desconhecer “qualquer investimento que tenha ligação com a Lava Jato”.

A sessão da CPI está esvaziada, com a presença de menos de oito parlamentares, desde que começou o depoimento da testemunha anterior, João Carlos de Medeiros Ferraz, ex-presidente da Sete Brasil. Protegido por um habeas corpus, Ferraz usou o direito de permanecer calado e não respondeu às perguntas dos deputados.

O depoimento começou três horas depois do previsto, por causa de uma discussão provocada pelo PT. O partido questionou as decisões da CPI tomadas na reunião da semana passada.

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