Falta de verba e excesso de burocracia travam pesquisas científicas na Paraíba

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A Paraíba poderia avançar, e muito, nas pesquisas sobre doenças cardíacas, mas a falta de verba e os entraves burocráticos impedem que elas apresentem resultados melhores. Quem garante isso é o cardiologista, professor e pesquisador, Antônio Eduardo Monteiro de Almeida. Ele atua com reabilitação cardíaca e do exercício físico. Há muitos anos fez pesquisas nessas áreas. Confira abaixo vídeo da entrevista.

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O médico foi entrevistado no programa ‘Correio Debate’, na TV Correio HD, nesta sexta-feira (9). Ele afirmou que uma das grandes dificuldades da pesquisa científica no país é a falta de financiamento.

“Órgãos financiadores de pesquisas como CNPq e Capes privilegiam os grandes estados. Pequenos estados ficam com cotas bem menores e aqui no estado da Paraíba é muito difícil”, disse.

Antônio Eduardo Monteiro lembrou que no estado a Fapesq é o órgão estatal fomentador de pesquisas. Entretanto, ela procura atuar sob licitação. “As pesquisas diretas ficam travadas. Os valores em geral são de R$ 20 mil. Na pesquisa de área médica é pouco. Nos EUA, em uma pesquisa na área de cardiologia, em um projeto esquemia, coloca-se US$ 100 milhões numa pesquisa. Claro que estamos longe de chegar a esse patamar, mas há um diferença enorme”, observou.

A burocracia e a falta de um banco de dados são outras dificuldades encontradas pelos pesquisadores. “Os avanços são muito grandes na área de cardiologia. O Brasil deu um salto muito grande no número de produção científica, mas a qualidade caiu muito. Esse fenômeno também se verifica em países mais avançados como os Estados Unidos”, disse.

Confira vídeo da entrevista:

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