Filho diz ter “orgulho” do pai por ter votado contra cassação de Cunha; vídeo

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Filho de Wellington Roberto (PR-PB), um dos dez deputados federais que votaram contra a cassação do mandato do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o deputado estadual Caio Roberto (PR) disse estar “orgulhoso” da postura do pai no plenário da Câmara Federal, na noite dessa segunda-feira (12). Para ele, o pai deu uma demonstração de “coerência”, quando não abandonou em nenhum instante o então presidente da Câmara. Veja vídeo abaixo.

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Da bancada federal paraibana, apenas Wellington votou contra a cassação. Outro aliado de Cunha, o deputado federal Manoel Júnior (PMDB) votou pela cassação. Já o deputado federal Hugo Motta (PMDB), ex-presidente da CPI da Petrobras, não compareceu à sessão que cassou o também peemedebista.

Para Caio Roberto, é muito fácil ter amigo apenas por estar no poder. “Nos momentos difíceis, das vacas magras, é que realmente conhecemos quem são os verdadeiros aliados. Claro que é preferível um aliado como Wellington Roberto. Para mim é motivo de muito orgulho ter um pai que é defensor de suas convicções até o último momento. Só tenho a trazer meus parabéns ao voto do deputado Wellington Roberto”, comentou.

Na avaliação do deputado estadual, Wellington Roberto foi leal durante o tempo todo. “Além disso tem a amizade que o deputado tem com o ex-deputado Eduardo Cunha. Claro que o deputado também tinha convicção que não existiam provas, que o processo tramitava no STF e que se o Supremo o condenasse, o deputado Eduardo Cunha perderia o mandato”, disse.

Caio Roberto questionou a postura dos peemedebistas Manoel Júnior e Hugo Motta. “Eu esperava realmente que o deputado Manoel Júnior mantivesse o seu posicionamento. Esperava isso também do deputado Hugo Motta. Acho que faltou um pouco de coerência. Não tenho procuração para fazer defesa desses deputados, mas vejo que a opinião pública da Paraíba também pensa assim”, afirmou.

Veja vídeo do Portal:

Em uma sessão tensa do Conselho de Ética da Câmara, no dia 10 de dezembro do ano passado, Wellington Roberto trocou tapas com o deputado Zé Geraldo (PT-PA), que defendia a condenação de Eduardo Cunha. Até a última hora, o paraibano tentou reverter a situação e, na manhã desta segunda, foi ao Supremo Tribunal Federal (STF) com um pedido para determinar que o processo fosse votado na forma de resolução e não de um parecer, como determinado pelo vice-presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA). O ministro Luiz Edson Fachin negou o pedido do deputado, que queria livrar Cunha da perda dos direitos políticos por oito anos.

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