Gest?o & articula?

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Na teoria, o discurso do prefeito Luciano Cartaxo e de sua equipe, concentrados na tese pública de fazer de 2015 um ano de trabalho e deixar política só para 2016, é até bonito e coerente com a missão administrativa. Na prática, porém, a realidade é outra: a política não é um movimento estanque e a sua roda gira toda hora.

Cartaxo, como poucos, sabe que não pode deixar as articulações e conversações para o período das convenções. Ele é uma prova viva disso. Em 2011, já sinalizava e se mexia tentando convencer as tendências do PT, internamente, e dialogando com outras legendas, externamente, para fundamentar sua candidatura.

Como já exposto aqui neste espaço, Luciano pode até dizer que eleição só entra no seu calendário no próximo ano, mas já entrou em ação. Afunilou entendimentos com o Solidariedade, do deputado Benjamim Maranhão, aprofundou relação com o deputado Rômulo Gouveia, comandante estadual do PSD.

Igualmente, antecipou a renovação da aliança com o presidente da Câmara, Durval Ferreira, dirigente municipal do PP, tenta evitar a perda do PRB, do deputado Jutahy Meneses, para as bandas do PSB, do governador Ricardo Coutinho, e tem batido o martelo com alguns vereadores da sua base.

Já em ação, o petista deve pisar mais o pé no acelerador. Com o lançamento da Frente de Oposição, formada por variados partidos com pretensões de disputar a Prefeitura, e o cada vez mais escancarado projeto do PSB voltar a protagonizar em João Pessoa, Cartaxo não tem outro caminho.

Tem que ampliar o diálogo com líderes partidários e fortalecer sua base política. Se assim ? zer bota os pés em 2016 com alianças com potencial de lhe garantir estrutura de tempo de guia e penetração nas camadas populares. E dá pra fazer isso combinando com resultados administrativos. As duas coisas podem caminhar juntas.

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