Gesto de grandeza

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A pausa na rotina diária de trabalho – benditas férias -, são importantes para a saúde e para recarregar a bateria da criatividade, a partir de novos conhecimentos acumulado em viagens, leituras e interações descomprometidas das obrigações profissionais. Estou voltando, hoje, desse período. Aproveitei bem menos do que esperava, por conta das incerteza que o Brasil vive em razão das crises econômica, política e moral, que provocam preocupações mesmo quando estamos programados para “desligar”.

Como ignorar o depoimento do “presidente” do Clube das Empreiteiras, Ricardo Pessoa, que em delação premiada revelou que irrigou a campanha da presidente Dilma Rousseff com dinheiro desviado da Petrobrás? Ele também incluiu na sua lista de favorecidos o ex-presidente Lula, o maior líder político brasileiro.

É claro que a simples delação premiada não é prova capaz de encerrar o caso. Mas, some-se a isso o anúncio de que o desemprego está em crescimento, que a inflação deve atingir 9% (o dobro da meta), que a taxa básica de juros já está em 13,75, que as pedaladas fiscais continuam, que o governo não admite reduzir ministérios e muito menos as vagas para afilhados políticos… A perda de confiança é a consequência natural.

E essa situação foi bem captada pela pesquisa CNI/Ibope, divulgada ontem: apenas 9% dos brasileiros consideram o governo da presidente Dilma “bom ou ótimo”. Para 68% (com esse número ela bateu José Sarney, que registrou 64% e não podia andar nas ruas no final do mandato de Presidente), avaliaram seu governo com “ruim e péssimo”.

O pessimismo está nas alturas: 78% responderam não confiar em Dilma e 83% desaprovam seu modo de governar. Indagados sobre as notícias mais lembradas, a operação Lava-Jato (20%) venceu mudanças na aposentadoria (16%) e no seguro-desemprego (8%), de interesse geral.

A questão é: sem a confiança dos brasileiros, a presidente Dilma tem condições para reverter esse quadro? A oposição tem certeza que não. O impechment voltou a ordem do dia e o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) pediu um gesto de grandeza à Presidente: sua renúncia.

O epílogo dessa crise ainda não está definido, mas até agora todos os cenários parecem péssimos para Dilma, Lula e o PT. Pior ainda para os que serão candidatos pelo partido no próximo ano.

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