Gr?cia: credores tamb?m devem apresentar propostas realistas sobre d?vida

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O presidente do Conselho Europeu e das cúpulas do euro, Donald Tusk, defendeu nesta quinta-feira (9) que as propostas realistas de reformas solicitadas ao governo grego devem ser correspondidas com propostas também realistas dos credores sobre a sustentabilidade da dívida.

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Em mensagens publicadas em sua conta da rede social Twitter, Donald Tusk aponta que acabou de falar com o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, e diz esperar receber hoje “propostas de reformas concretas e realistas”, tal como previsto. O limite para as propostas de Atenas chegarem a Bruxelas está fixado para a meia-noite horário local (20h no horário de Brasília).

Na quarta-feira (8), o primeiro-ministro grego indicou que a proposta a ser apresentada aos credores inclui “uma solução para o problema da sustentabilidade da dívida”. A proposta de Atenas “inclui um compromisso para que se inicie uma discussão aberta sobre a solução para o problema da sustentabilidade da dívida pública grega”, escreveu Alexis Tsipras na sua conta na rede social Twitter.

A dívida pública grega representa cerca de 180% do Produto Interno Bruto (PIB), ou seja, quase o dobro da riqueza produzida no país.

Ontem, a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, considerou necessária uma reestruturação da dívida grega, uma posição que contraria a vontade de diversos Estados-Membros da zona do euro.

Ao receber as propostas de reformas de Atenas, com as quais o governo grego pretende convencer parceiros e credores a concederem um terceiro programa de ajuda, as instituições (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e FMI) vão analisá-las e submeterão, em seguida, sua avaliação ao Eurogrupo, que preparará então a cúpula do euro. A reunião está agendada para domingo (12).

Domingo é apontado pelos dirigentes europeus como o dia de todas as decisões e, caso não haja acordo, a Europa partirá para o chamado Grexit, a saída da Grécia da zona do euro, como já admitiram publicamente vários líderes, mesmo tendo o presidente da Comissão, Jean-Claude Juncker, revelado na última terça-feira (7) que Bruxelas já tem “um plano detalhado” para esse cenário.

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