Greve do INSS faz 50 dias e usu?rios t?m dificuldades com atendimentos na PB

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Em greve há 50 dias, até este domingo (30), os servidores federais do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) não devem aceitar a contraproposta apresentada pelo governo federal de 21,3%, dividido em quatro anos. Na Paraíba, todas as 38 agências do INSS estão com os serviços comprometidos e a população vem sofrendo com a falta de atendimento, além da apreensão de ter algum benefício cortado.

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Motorista de caminhão há 25 anos, Antônio Ferreira dos Santos, de 61 anos de idade, vem tendo problemas para conseguir atendimento em agências do INSS em João Pessoa.

Segundo Antônio, um atestado médico o proibiu de trabalhar por pelo menos 90 dias, por conta de um problema na coluna, mas o auxílio-doença do INSS foi cortado em junho e ele não consegue atendimento para reaver o direito.

“Estou com o problema na coluna desde março, quando recebi um atestado de 90 dias, e preciso passar por cirurgia para voltar a trabalhar. Consegui um benefício no INSS, mas foi cortado em junho. Voltei ao médico e ele me deu um novo atestado de 90 dias. Em julho, retornei ao INSS para tentar reaver o benefício, mas as agências já estavam em greve”, contou Antônio Ferreira.

Foi no retorno ao INSS, durante a greve, que Antônio iniciou a peregrinação por duas agências na Capital. Nelas, Antônio relatou que teve atendimento após longa espera, mas que não conseguiu resolver o problema.

“Já fui quatro vezes, mas não resolvem meu caso. Não temos uma informação completa, não nos informam o que devo fazer ou para onde devo ir para conseguir resolver o problema e fico em um jogo de sinuca. Uma hora me colocam para uma agência, quando chego lá sou enviado de volta à agência anterior. O tempo vai passando e é uma situação difícil. Não posso trabalhar e o médico diz que só me autoriza a voltar depois que passar pela cirurgia”, concluiu Antônio.

Sindicato culpa governo pela demora da greve

De acordo com o coordenador do comando de greve do INSS na Paraíba e membro do Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde e Previdência (Sindsprev), Elzevir Cavalcante, o percentual de servidores em greve é de 70% em todo o estado e algumas agências estão com as atividades totalmente paralisadas.

Sobre as negociações com o governo, o coordenador do comando de greve disse que a diferença entre o que a categoria pede e o que o governo federal vem sinalizando como proposta deve manter a paralisação por tempo indeterminado.

“Nós pedimos um aumento salarial de 27% e o governo apresentou, na quarta-feira (26), uma contraproposta de 21,3% dividido em quatro anos, com cerca de 5% de aumento em 2016. Vamos realizar uma assembleia na terça-feira (1º) para dar nosso posicionamento quanto sindicato estadual e enviar nossa decisão para o comando nacional de greve, mas adianto que, em uma análise prévia da categoria, o aumento é considerado inferior ao que pedimos e não deve ser aceito no âmbito estadual”, afirmou Elzevir Cavancalti.

Assim como os sindicatos da educação federal na Paraíba, o Sindsprev foi afetado por uma portaria do Ministério do Planejamento que descredenciou 198 sindicatos e instituições proibindo a realização de descontos sindicais nos contracheques (consignação) dos servidores.

“Fomos surpreendidos e pegos de surpresa, assim como os sindicatos da educação federal na Paraíba. Já havíamos enviado toda a documentação correta para o recadastramento e fomos descredenciados, ficando impossibilitados de fazer a consignação e sem recursos para a greve. Acreditamos que é uma manobra do governo para forçar os sindicatos a acabar com a greve. Entramos com um mandado de segurança para reaver os recursos, mas ainda não tivemos a resposta. A greve continua, pelo menos, até a terça-feira”, concluiu Elzevir Cavalcante.

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