Hemocentro de Campina Grande mobiliza forrozeiros para doa??o de sangue

13
0
COMPARTILHE

O Hemocentro Regional de Campina Grande aderiu à campanha Junho Vermelho, realizada em todo o país, e aproveita a realização do Maior São João do Mundo para sensibilizar forrozeiros sobre a doação de sangue. A campanha é realizada pelas profissionais do Serviço Social desde o dia 5 de junho e prossegue até 5 de julho, data do encerramento dos festejos juninos da cidade, com a abordagem, panfletagem e divulgação sobre a importância da doação, conforme explicou a chefe do Núcleo de Ações Estratégicas Especiais do Hemocentro, Maria Lúcia Araújo.

Leia mais Notícias no Portal Correio

Os locais visitados pelas assistentes sociais responsáveis pela captação de doadores incluem o Sítio São João, Salão de Artesanato, Vila do Artesão, hotéis, shoppings e o aeroporto. O trabalho com as pessoas que visitam os locais onde são realizados os festejos juninos da cidade é uma das estratégias utilizadas pelo Hemocentro Regional de Campina Grande para enfrentar a redução do número de doações.

No mês de junho, Campina Grande realiza o Maior São João do Mundo e as pessoas consomem mais bebidas alcoólicas e dormem menos, o que acaba impedindo a doação de sangue, além de ser um mês onde há queda na temperatura, que acaba provocando doenças que também impedem a doação. Por outro lado, aumentam os números de acidentes de trânsito e de queimados, explica a diretora geral do Hemocentro Regional de Campina Grande, Marisa Agra.

Para doar sangue, é importante estar em boas condições de saúde, pesar no mínimo 50 kg e ter entre 18 e 69 anos, desde que a primeira doação tenha sido feita até os 60 anos. Jovens que completaram 16 anos também poder doar, desde que sejam devidamente autorizados pelos responsáveis. Na hora da doação é importante estar descansado e evitar alimentação gordurosa algumas horas antes, mas o doador não deve estar de jejum.

Após a coleta, o sangue passa por diversos tipos de testes e as unidades que apresentam reatividade sorológica, ou seja, possuem resultado positivo para doenças transmissíveis, são descartadas. Algumas situações específicas impossibilitam a doação de sangue temporariamente ou de forma definitiva. Pessoas que tiveram evidências clínicas ou laboratoriais de doenças transmissíveis pelo sangue, como Hepatites B e C, Aids (vírus HIV), doenças associadas aos vírus HTLV I e II, doença de Chagas, ou que já fizeram uso de drogas ilícitas injetáveis, por exemplo, não podem doar sangue definitivamente. Febres e resfriados também impedem a ação até que o doador melhore e grávidas podem doar 90 dias após o nascimento do bebê em caso de partos normais e 120 dias em casos de cesárea.

Quem fez tatuagens deve esperar um ano para poder doar, devido ao critério técnico para garantir a segurança do sangue doado. O cuidado visa assegurar a qualidade do sangue e evitar a janela imunológica, ou seja, o período em que exames laboratoriais não conseguem identificar a presença do vírus HIV ou de hepatites, por exemplo, em amostras de sangue de uma pessoa infectada.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your name here
Please enter your comment!

Notícias mais lidas