Homenagens a Epit?cio

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Ontem, nas homenagens da Assembleia e do Tribunal de Contas aos 150 anos do ex-presidente Epitácio Pessoa, o deputado Adriano Galdino criticou as ausência dos secretários de Educação do Estado, Alessio Trindade, e da Prefeitura de João Pessoa, Edilma Ferreira. Os dois, segundo o presidente da Assembleia, não compareceram às homenagens a Epitácio porque talvez estivessem estudando sobre a importância que ex-presidente teve para a Paraíba, o Brasil e o mundo. O deputado indagou se alguma escola pública fez alusão a Epitácio neste ano do sesquicentenário. Para ele, os professores de história deveriam ter dado aulas sobre a vida do ex-presidente para que seus alunos saibam quem foi Epitácio.

Ele disse que os professores de história têm a obrigação de dizer a seus alunos quem foi Epitácio, assim como os professores de matemática, química, física e de outras matérias têm a obrigação de saber quem foi o ilustre paraibano. Adriano Galdino tem razão. Mas, se brincar, nem os secretários de educação têm noção da importância do paraibano. A fala de Galdino sobre Epitácio, de improviso, mereceu aplausos dos presentes ao Centro Cultural Ariano Suassuna. Mas brilhantes mesmo foram as palavras do sobrinho trineto do ex-presidente, Marcílio Franca.

“Legislador, Epitácio o foi quando, a pedido do Barão do Rio Branco, redigiu um seminal Projeto de Código de Direito Internacional Público referido e elogiado no mundo inteiro. Legislador, Epitácio ainda o foi quando, na Presidência da República, propôs projetos legislativos importantes para o desenvolvimento nacional. Nesse quadro, a homenagem que prestam os parlamentares de hoje ao congressista de outrora, legislador por uma vida inteira, dentro e fora do Parlamento, sublinha que o exemplo de Epitácio não passa nunca e remanesce no ontem, no hoje e no amanhã”, disse Marcílio Franca.

“Senhores deputados, senhores conselheiros, o umbuzeiro (que dá nome ao torrão natal de Epitácio e dos Pessoa) é, segundo a prosa de Euclides da Cunha, em ‘Os Sertões’, a árvore sagrada do Sertão. Nativo dos chapadões semiáridos do Nordeste brasileiro, o resistente umbuzeiro guarda um sistema peculiar de raízes que formam grandes tubérculos capazes de armazenar até 3 mil litros de preciosa água durante os longos períodos de estiagem. Tal qual a raiz do umbuzeiro que batiza a sua terra, Epitácio Pessoa, solidamente fincado na história da terra nordestina, constitui a imorredoura reserva moral a que podemos recorrer nos períodos de estiagem ética”, frisou Marcílio Franca. (Adelson Barbosa dos Santos)

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