Hugo não apoia racha

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Nos últimos dias, fotos do senador Raimundo Lira ao lado de várias estrelas do PMDB, com e sem mandatos, foram distribuídas com a imprensa. Todos estariam aderindo a sua liderança e a opção de apoiar o governador Ricardo Coutinho, numa dissidência que enfraqueceria a presidência do senador José Maranhão, que rompeu com o socialista e até se aliou a PSD e PSDB para derrotar o PSB no seu berço, a Capital.

O “grupo de Lira” contaria com os três deputados federais e os quatro estaduais. Juntos, lutariam por maior “prestígio” para peemedebistas no governo de Ricardo, com quem se aliariam em 2018.

O deputado federal Hugo Motta não subscreve essa versão. Disse que esteve com o senador Raimundo Lira assim como dois dias antes esteve com o senador José Maranhão. Que o PMDB é muito grande e essa divisão pode interessar a outros, mas certamente não interessa aos seus filiados, assim como não interessa antecipar o debate de 2018.

Hugo Motta garantiu que no seu encontro com Lira nada foi tratado sobre o comando do partido. Que, ao contrário, deixou claro que esse tema não estava em discussão. E que o deputado Nabor pensa igual.

Ele explica que parte do PMDB tem bom relacionamento com Ricardo Coutinho, e de maneira muito transparente, como tem outra que se aproximou do PSDB, partido com o qual existem incompatibilidades em vários municípios. Contudo, lembra que no plano nacional estão aliados no apoio ao presidente Michel Temer.

Palavras de Hugo Motta: “Não há grupo para enfrentar ninguém. O senador Maranhão vem comandando muito bem o partido”.

Antes dele, o ex-governador Roberto Paulino e o deputado Raniery Paulino, descartaram adesão ao “grupo”. O ex-deputado Márcio Roberto falou com Maranhão, a quem afirmou que ele e seu filho, Jullys, não entram em movimento para dividir o PMDB ou contestar sua liderança. Lembrou que é fundador do partido, junto com o avô, e seu aliado.

O ex-deputado Vituriano de Abreu, presidente do PMDB de Cajazeiras, divulgou nota condenando a discórdia e alfinetando Lira, ao ponto de questionar sua força eleitoral.

Não é fácil derrubar Maranhão. Sua capacidade de diálogo e história com os aliados terminam por desarmar contestadores. O confronto deve ficar nas manchetes.

Costura

Acompanhado do deputado Pedro Cunha Lima, o senador Cássio foi a São Paulo buscar o aval do governador Geraldo Alckmin para sua indicação para a vice-presidência do Senado, pelo PSDB. Recebeu sua bênção.00

JM e Temer

O presidente Michel Temer recebeu o senador José Maranhão ontem à tarde. O paraibano diz que a audiência foi para discutir a crise hídrica e a transposição. Mas, como aliados, sempre encontram tempo para a política.

Viva, viva!

O ministro Helder Barbalho visitou as obras da transposição e garantiu que antes de fevereiro terminar, as águas do São Francisco chegarão em Monteiro. Romero pediu medidas para apressar percurso até Boqueirão.

Facções

O presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários, Manoel Leite confirma facções nos presídios. Aqui, a majoritária é a “Al-Qaeda”, filiada ao PCC. Seriam dela 70% dos 11.896 presos. Sua concorrente é a “EUA”.

Ziegue zague

Roraima e Rio Grande do Norte foram os dois primeiros Estados a pedirem ao governo federal envio das Forças Armadas para varredura em presídios.

Em Natal, a crise saiu dos presídios para as ruas. Doze ônibus, um carro do governo do Estado e duas delegacias foram atacadas. A cidade ficou sem transporte público.

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