Instituto Técnico monta força-tarefa para identificar presos mortos no RN

8
0
COMPARTILHE

O Instituto Técnico-Científico de Polícia do Rio Grande do Norte (Itep-RN) está montando uma força-tarefa para identificar os detentos mortos na rebelião na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia da Floresta, na região metropolitana de Natal. Até as 13 horas deste domingo (15), as autoridades de segurança pública não sabiam informar o número exato de presos mortos durante o motim.

Leia também:

* Polícia invade presídio após rebelião com dez mortos no Rio Grande do Norte

* Seis presos que comandaram rebelião no RN são identificados

* Governos estudam ampliar efetivo da Força Nacional no RN, diz secretário

* Ministro da Justiça lamenta mortes de presos em rebelião no Rio Grande do Norte

Embora disponha de duas câmaras frias com capacidade para abrigar entre 20 e 30 corpos em cada uma delas, o instituto alugou um contêiner frigorífico para armazenar os corpos que chegarem de Alcaçuz. A ideia é garantir que não falte espaço caso o total de presos seja maior que o que vem sendo divulgado. O valor do aluguel não foi informado.

Até o fechamento desta matéria, a informação era de que pelo menos dez presos morreram. Durante coletiva de imprensa, os secretários estaduais da Justiça e da Cidadania, Walber Virgolino da Silva Ferreira, e da Segurança Pública e Defesa Social, Caio César Marques Bezerra, deixaram claro que esse número pode ser maior e que só após a recontagem dos presos e o fim da varredura nas celas e dependências da penitenciária o número exato será conhecido.

Leia mais Notícias no Portal Correio

“Alugamos um contêiner frigorífico para refrigerar os corpos das possíveis vítimas, para que eles não se deteriorem e, assim, possamos fazer a identificação mais rapidamente”, disse o diretor-geral do Itep, Marcos José Brandão Guimarães, aos jornalistas.

Os corpos dos presos estão sendo trasladados diretamente da penitenciária para o Itep. Vinte e sete profissionais da instituição foram acionados e estão de prontidão para atuar conforme a necessidade. São peritos criminais, necropapiloscopistas, odontolegistas, assistentes sociais, psicólogos, fotógrafos forenses e motoristas. Além disso, Guimarães já conversou com os responsáveis pela Polícia Técnico-Científica da Paraíba, que se colocaram à disposição caso haja necessidade.

“A identificação é um processo que envolve cotejamento de informações. Vamos entrar em contato com a Secretaria de Justiça para obter as fichas prisionais e temos também o plantão no arquivo criminal do Itep”, acrescentou Guimarães.

Segundo o governo estadual, o motim teve início por volta das 17h desse sábado (14) e foi contido por volta das 7h30 deste domingo, depois que policiais entraram no estabelecimento. Ainda de acordo com o governo potiguar, a rebelião começou após uma briga entre presos ligados a facções criminosas rivais que cumpriam pena em diferentes pavilhões. Ainda não há, até o momento, indícios de fugas. As autoridades informaram ter identificado seis presos que comandaram a rebelião.

Leia mais notícias em portalcorreio.com.br, siga nossas
páginas no Facebook, no Twitter e veja nossos vídeos no
Youtube. Você também
pode enviar informações à Redação
do Portal Correio pelo WhatsApp (83) 9 9130-5078.

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your name here
Please enter your comment!

Notícias mais lidas