Irracionalidade

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Estamos testemunhando, neste instante republicano, uma das mais duras campanhas orquestradas contra o Brasil.

A torcida do contra, do quanto pior melhor, não para de crescer. E paralisa o País.

Esse movimento é tão intenso e sem freio que beira às raias da irracionalidade.

Mas não se enganem: dentro dessa insanidade residem propósitos tão sólidos quanto danosos: azeitar a guerra institucional em curso, barrando toda e qualquer equação econômica ou política que nos permita enxergar a luz no fim do túnel brasileiro.

E não estamos lidando com pouca coisa.

Considero a insegurança institucional mais daninha do que a insegurança pessoal. Pois no âmbito particular, o risco máximo é a morte. No plural, como ocorre no Brasil, o que está em xeque é a sobrevivência de toda uma nação.

E ao que tudo indica ninguém está minimamente preocupado com este gigante que agoniza.

Quando se soma confronto ideológico com preservação de status, forma-se este clima insustentável que deságua numa crise generalizada.

Não me refiro apenas à doutrina política. Aliás, minha dosagem maior de imputação de responsabilidade é a econômica – onde orbitam tantos interesses corporativos contrariados.

Em nome desses interesses e dessas ideias tudo pode – inclusive a destruição total do País.

Não existe noção ou avaliação de danos.

A ordem é não permitir que dê certo; é não dar chance para o acerto.

Certamente estão tendo sucesso.

Reconheço e concordo que temos diante de nós um quadro dantesco de desqualificação das instituições. Perdemos o controle da ética em todos os níveis. A impunidade prospera.

Onipresente e ininterrupta, essa torcida tão destrutiva se alimenta da crise para bombardear os brasileiros com um verdadeiro ritual de horror – tudo devidamente propagado pela mídia.

E é aí onde mora o perigo.

Ao invés de espalhar mau humor e dar voz aos arautos do caos, os formadores de opinião pública tinham que entender, neste instante tão delicado, que a responsabilidade desse nosso metiê é ainda maior. E passa, necessariamente, pela missão de abrir os olhos da nação para a insanidade em curso.

Temos que silenciar essa arquibancada que peleja contra o Brasil.

Pois não se pode recuperar uma família pregando a desunião. Nem existe possibilidade de sucesso de um grupo empresarial que tenha, dentro de si, um ente acionário ou executivo pregando a discórdia.

Se desejamos ter nosso País recuperado, teremos que uni-lo antes.

Unidos na punição de todos que atentam ou atentaram contra a nação, mas de mãos dadas para apoiar as medidas econômicas necessárias e inadiáveis.

O momento é de ponderação.

De separação do joio do trigo. E, especialmente, de blindar o Brasil contra esta máquina montada para que nada dê certo.

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