Juntos, outra vez

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Há 19 anos houve um racha na família Maia, de Catolé do Rocha, cujo poder político e econômico é inegável na Paraíba e também no Rio Grande do Norte. O ex-governador João Agripino de Vasconcelos Maia Filho já tinha entrado para a história quando as novas gerações se desentenderam, com parte seguindo Zé Otávio e outra Leomar Maia.

O ano era 1997. No seguinte, 1998, a ruptura foi no PMDB, com o grupo Cunha Lima saindo do partido para fundar o PSDB na Paraíba. Zé Otávio e o filho de João Agripino que estava atuando na política, Gervásio Bonavides Mariz Maia, ficaram no PMDB. Leomar Maia passou a apoiar os novos tucanos.

Desde então, os Maia que seguiram Zé Otávio nunca deixaram de eleger um deputado, mas quem ganhou todas as eleições majoritárias em Catolé do Rocha foi Leomar Maia. Deu vitórias inclusive aos candidatos a governador que apoiou. Ele próprio está no quarto mandato de prefeito e vai para a reeleição com a possibilidade de ter em seu palanque Gervásio Maia, o neto de João Agripino e futuro presidente da Assembleia.

A filiação de Gervásio Maia ao PSB abriu a porta para a reunificação que fortalece os Maia. A oposição em Catolé do Rocha fica com Dr. Paulo César de Araújo (PR), que disputou a prefeitura contra Leomar (está filiado ao PTB) em 2012 e perdeu por 417 votos.

Gervásio conquistou um grandereforço para 2018. E garantiu o apoio do prefeito Leomarnão apenas para ele, mas também para o governador Ricardo Coutinho. Diz que tentará uma vaga na Câmara Federal, mas já é apontado como a melhor opção do PSB para o governo.

Gervásio tem feito um estrago no PMDB – seu ex-partido – e também arrastado lideranças de várias outras legendas que votaram com ele e com Cássio Cunha Lima em 2014, para a base de Ricardo Coutinho. São exemplos os prefeitos de São Bentinho, Santana de Mangueira, Matureia e Sertãozinho.

Na região de Catolé do Rocha, Gervásio fez um verdadeiro arrastão, filiando mandatários municipais e dando musculatura ao PSB. O apoio de Leomar Maia, pela liderança que é, é a cereja no bolo.

Torpedo

“Vamos sentar e analisar o perfil de acordo com a necessidade da cidade. O vice deve querer trabalhar e acompanhar a gestão porque eu tenho um ritmo muito intenso de trabalho. Quero um vice que reclame pouco e trabalhe muito”.

De Luciano Cartaxo (PSD), sobre a escolha do seu novo vice. Contém alfinetadano atual, Nonato Bandeira, que rompeu e apoiou o PSB.

Quem será?

O PMDB marcou para o dia 20 a decisão sobre seu candidato a prefeito em Patos. A atual prefeita, Francisca Motta pode disputar a reeleição, mas está relutante. O deputado Nabor Wanderley e a 2ª opção do partido.

Sobrenome

Se confirmado, serão dois Wanderley – Nabor (PMDB) e Dinaldinho (PSDB) competindo no 5° maior colégio eleitoral do Estado, com 69.071 eleitores. O secretário estadual Lenildo Morais vai concorrer pelo PT.

Retomada

A Comissão de Impeachment do Senado retoma suas reuniões, amanhã. Sob a presidência do paraibano Raimundo Lira, vai aprovar o plano de trabalho para a nova fase do processo, que inclui produção de provas.

Posse no TRE

Prestigiada a posse do juiz Antônio Carneiro de Paiva Júnior, da 4ª Vara da Fazenda Pública da Capital, como membro efetivo do Tribunal Regional Eleitoral, na categoria de Juiz de Direito. Vai ficar até 2018.

Zigue-Zague

Seis ministros de Dilma foram citados na Lava Jato: Ricardo Berzoini, Jaques Wagner, Mercadante, José Eduardo Cardoso, Edinho Silva e Carlos Gabas.

Seriam sete, contando o ex-presidente Lula. Nenhum deles foi demitido. Michel Temer tirou Romero Jucá no dia em foi citado. É uma boa mudança.

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