Justiça decreta prisão preventiva de casal de PMs pegos na Operação Gabarito

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A Justiça da Paraíba decretou, nesse sábado (13), a prisão preventiva do casal de policiais militares preso em flagrante na sexta-feira (12) durante a Operação Gabarito, que investiga fraudes em pelo menos 70 concursos públicos em todo o país.

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A prisão em flagrante foi convertida em preventiva durante plantão judiciário da juíza Conceição Marsicano. O casal está na Central de Polícia Civil, na Capital, e vai responder por peculato, que corresponde ao desvio de material apreendido. No momento da prisão em flagrante, a Polícia Civil encontrou uma porção de drogas em um dos coletes utilizados por eles. O delegado de Defraudações e Falsificações (DDF), Lucas Sá, aplaudiu a decisão da Justiça, mas só vai falar sobre a operação nesta segunda-feira (15), em entrevista coletiva, na Central de Polícia. 

De acordo com a Polícia Civil da Paraíba, foi expedido pela Justiça um mandado de busca e apreensão na casa do casal. As suspeitas contra a policial surgiram após a PC constatar que ela havia sido aprovada em dois concursos, o da Polícia Militar e o da Guarda Municipal. Enquanto os policiais cumpriam o mandado na residência, localizaram uma porção de droga no colete do acusado. À polícia, o advogado do casal, Luiz Pereira, explicou que a droga foi apreendida em uma operação policial e seu cliente teria se esquecido de entregá-la a uma delegacia.

Os policiais envolvidos no crime poderão ser excluídos da Polícia Militar. A Corregedoria da PM vai abrir sindicância para apurar o caso. Ao todo, o delegado Lucas Sá solicitou 21 prisões, mas a estimativa é que o esquema envolva cerca de 500 suspeitos.  Ao ser desencadeada a operação, foram presas 19 pessoas. Na última sexta, foram mais seis prisões.

A Operação Gabarito foi deflagrada semana passada e investiga um esquema criminoso que fraudava concursos públicos em várias regiões do país. Foram três meses de investigação realizada pela DDF de João Pessoa. A fraude era divulgada em cursinhos preparatórios e nas redes sociais. Entre os presos, estão Dayane Nascimento, irmã do agente de trânsito Diogo Nascimento, atropelado em uma blitz em janeiro passado, três policiais militares e até um servidor do Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

O esquema

Ao formar grupos de dez candidatos, os líderes contratavam professores que se inscreviam como candidatos, respondiam as provas rapidamente e, ao sair, repassavam as respostas para um escritório da quadrilha. A partir daí, por meio de um moderno sistema de transmissão, as respostas eram repassadas por áudio (ponto eletrônico) aos candidatos que estava fazendo a prova.

Entre os concursos fraudados na Paraíba está o do MPPB, realizado em 2015. Em um dos concursos, as 52 vagas para um dos cargos oferecidos foram asseguradas por candidatos que se utilizaram do esquema. Pelo menos seis concursos no estado, dos quais três na Região Metropolitana de João Pessoa, tiveram todas as vagas preenchidas por meio da fraude.

Cinquenta mil reais era o valor mínimo que um interessado teria que pagar para garantir aprovação em concurso público através do esquema fraudulento. Esse valor poderia chegar a até R$ 150 mil.

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