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Lá vou eu

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Há exatamente um ano, anunciei neste espaço que faria uma pausa para reviver a experiência e o encantamento que novos aprendizados proporcionam.

Revelei que pretendia ativar meus neurônios, que estava indo para os Estados Unidos, retornando à escola após 47 anos da conquista do diploma na Faculdade de Economia da Universidade Federal de Pernambuco.

Embora nascido em família de intelectuais, não desejei ser um acadêmico – o caminho natural. Escolhi o desafio de ser um empreendedor, de me lançar no mundo competitivo dos negócios.

Em consequência dos cenários econômicos das últimas décadas, das oportunidades e principalmente das metas que me impus, meu foco estava nas empresas. Mas, em razão do meu DNA, mantive mais que atração, conservei um profundo respeito pelo mundo acadêmico.

A oportunidade de reencontrá-lo foi enriquecedora. Foi fantástica!

O que me surpreendeu em setembro do ano passado, de mochila nas costas, calça jeans e tênis, foi como apreciei desfrutar do anonimato americano, onde celebridades andam pelas ruas, usam o metrô e frequentam os cafés, como outros mortais.

Em Nova York você se depara com personalidades mundiais, sendo comum as sirenes de batedores no trajeto das autoridades. É sede da ONU, capital do mundo, ninho de Trump – é lá que está sua Trump Tower.

A experiência foi encantadora. De crescimento como ser humano, como cidadão, como profissional e como empreendedor.

Estudei em outro idioma, mergulhei numa nova cultura, convivi com pessoas de diferentes países e três continentes, enfrentei as tarefas domésticas – abastecer a casa, limpar e cozinhar – e fiz questão de nunca me atrasar para as aulas – fui sempre o primeiro na fila.

Não exagero ao dizer que aquele rejuvenescimento que estava buscando para meu cérebro de mais de 70 anos, eu encontrei. Voltei renovado. A quebra da rotina de trabalho, o desafio de pensar em outro idioma, as interações… Até os passeios foram inspiradores.

Posso comparar o efeito ao prometido na propaganda do WD-40 (produto anticorrosivo). A ferrugem foi eliminada e os neurônios, lubrificados por novos conhecimentos, passaram a trabalhar muito melhor.

Hoje, procuro a cada dia me atualizar mais, ter uma visão de longa distância, acompanhar as tendências que antecipam o amanhã. Recentemente, fi z curso de futurismo, que muito me enriqueceu.

Considerando a velocidade das transformações no mundo em razão do desenvolvimento do conhecimento, aprender continuamente deixou de ser opção, é necessidade.

Estou voltando aos Estados Unidos mais preparado até no meu inglês de beira de cais. As expectativas também estão ampliadas.

Volto com noções geográficas e operacionais diferenciadas de Nova York, porém, mantendo minha visão conservadora: escolhi a mesma cidade para novamente me reciclar, aluguei um apartamento na mesma rua do que ocupei no ano passado, e vou frequentar a mesma escola. Valorizo a constância.

Retorno ao Brasil em outubro, com a promessa de transmitir as novas experiências.

Até lá.

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