Laureano poderá ficar sem recursos do SUS e sofrer prejuízos com atendimentos

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A possível falta de recursos para a Saúde poderá prejudicar o atendimento do Hospital Napoleão Laureano, em João Pessoa, unidade filantrópica que atende gratuitamente aos paraibanos com câncer e doenças do sangue. Os recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) para o hospital não teriam sido atualizados desde 2014 e só estariam garantidos até setembro, podendo levar a um colapso no atendimento.


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Ao Portal Correio, o diretor-geral do Napoleão Laureano, Ivo Sérgio Fonseca, disse que o hospital recebe cerca de R$ 3 milhões mensais do SUS para auxilio no atendimento, o que corresponde a quase 90% de toda a receita da unidade. O problema, de acordo com o diretor-geral, é que esse valor não é atualizado desde 2014, o que compromete as finanças.

“Atualmente, estamos trabalhando com os mesmos recursos do SUS que trabalhávamos em 2014. Isso é uma defasagem muito grande e compromete as finanças, já que boa parte do nosso atendimento é gratuito. Temos informações de Brasília de que os recursos só estão garantidos até setembro. Após isso, não temos previsão do que fazer, já que 90% dos nossos recursos são oriundos do SUS”, afirmou Ivo Sérgio.

Ainda de acordo com o diretor, o hospital só tem mantido o atendimento por conta de negociações com os funcionários e com fornecedores, que aceitam prorrogação de prazo para aumento salarial e de pagamento de serviços.

“Temos reajustes dos funcionários que são feitos com negociação junto à categoria e parcelados em duas vezes, sendo metade do reajuste no início do ano e outra metade posteriormente. Os fornecedores estão entendendo nossa situação, alongando prazos para pagamentos e não estão cobrando juros. Temos feito alguns empréstimos para dar garantias de funcionamento”, contou Ivo Sérgio.

Sobre uma possível diminuição no atendimento, o diretor-geral confirmou que se a situação financeira não melhorar, essa poderá ser uma das alternativas para garantir a continuidade do hospital.

“Corre-se o risco dos serviços serem afetados. O Laureano existe em função dos recursos do SUS. Sem esses recursos, ficamos apenas com a receita de convênios e doação, que não são suficientes para pagar mais de R$ 3,1 milhões de folha dos funcionários e dos médicos. Por enquanto, não temos nenhum prognóstico positivo após setembro”, concluiu Ivo Sérgio.

A assessoria de comunicação do Ministério da Saúde informou que o órgão vem buscando junto à equipe econômica do governo federal uma recomposição do orçamento deste ano. Por conta dessa discussão sobre o orçamento, a assessoria informou que cortes em recursos da Saúde poderão ser necessários, mas que ainda não foram definidos.

“O Ministério da Saúde informa que a prioridade é buscar, junto à atual equipe econômica, a recomposição do orçamento de 2016 da pasta. Isso será fundamental para garantir todas as ações do SUS previstas até dezembro, diante do contingenciamento de R$ 5,5 bilhões realizado pelo governo da presidente afastada. Somente depois desse diálogo, e casos os possíveis cortes sejam realmente inevitáveis, [é] que o Ministério da Saúde vai poder avaliar as áreas afetadas. No entanto, ainda não há uma decisão sobre o assunto. Neste momento, o esforço do ministro Ricardo Barros é exatamente garantir a totalidade dos recursos previstos para o SUS este ano, sem cortes”, afirmou a assessoria.

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