Liberdade, liberdade

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Em vários dicionários, a definição de Política aponta para organização e relacionamentos que objetivam o bem estar tanto individual como coletivo. Na prática, em nosso País, tem sido confundida com conjunto de ações para o bem próprio e dos que pertençam ao seu grupo. Muitas vezes, com a pretensão de abraçar todo o mundo assumindo a condição de ‘monarca’, com a perpetuação do poder.

Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política é a ciência que tem por objetivo a felicidade humana e divide-se em ética (preocupação com a felicidade individual do homem), e na política propriamente dita (que se preocupa com a felicidade coletiva). Para aferir essa satisfação coletiva é que existem as pesquisas de opinião e, para muitos, as disputas eleitorais (que há muito são contaminadas pela troca de favores pessoais e corporativos).

Bem, para um governo a insatisfação popular é vista como pressão para mudanças de rumos e até de atitudes. No Brasil, essa condição não se confirma com o atual presidente, Michel Temer. Pelo menos, foi o que deixou claro quando questionado sobre o que achava da ‘impopularidade’ de seu governo, aferida em pesquisa de opinião. Disse o presidente efetivado há três meses: “Alguém até disse, há poucos dias, que a popularidade é uma jaula. Aproveito a impopularidade para fazer aquilo que o Brasil precisa. E é o que estou fazendo”.

Sem pretensão de voltar a concorrer a cargo eletivo no futuro, Michel Temer governa com a liberdade dada pela impopularidade, desagradável, mas que não incomoda. Tem decisão de realizar mudanças na organização social e política do Brasil, pelo bem da coletividade – ainda não tem como atestar – mas que ele garante que será reconhecido no futuro.

Afinal, remédio amargo é que faz efeito, dizem os mais antigos. Aos mais jovens, que desfrutam de uma infinidade de fórmulas com sabor agradável e efetividade pouco questionada, as reformas anunciadas não caem tão bem assim.

Calcado numa boa relação que tem com o Congresso Nacional, o presidente destaca que a aprovação de medidas, como a proposta de emenda à Constituição que estabeleceu um teto para os gastos públicos, só foi possível graças ao apoio do Poder Legislativo. Um Poder questionável, devido a tantas denúncias de corrupção e outras práticas nada republicanas.

À coletividade, no entanto, resta esperar 2018…

“Tivemos a oportunidade de conversar com todos os grupos de vereadores, separando cada um pelos partidos e deixando de lado os idealismos e disputas políticas”, do vereador Marcos Vinícius, candidato a presidente da Câmara de João Pessoa.

Eleição

As poucas palavras do desembargador eleito presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, Joás de Brito Pereira, reafirmam a disputa interna da Corte refletida na judicialização do pleito para definição da nova Mesa Diretora.

Recurso

Joás de Brito preferiu não fazer projeções para o futuro, pois disse acreditar que novos recursos de contestação do pleito sejam apresentados junto ao STF. Tudo indica que o ano de 2016 se arrastará até 2017.

Tiro certo

O verador Marcos Vinícios soube costurar bem as alianças e composições e vai ser candidato único a presidente da Câmara de João Pessoa. Mesmo com a caneta na mão, Durval Ferreira não conseguiu se manter na disputa.

Confraternização

O senador Cássio Cunha Lima escolheu a próxima terça-feira para realizar um café da manhã com a imprensa, em João Pessoa. O tucano quer agradecer a atenção dos jornalistas na divulgação da sua atividade parlamentar.

Zigue-Zague

Prefeitos de 61 municípios vão concluir os mandatos com as contas desbloqueadas, depois que apresentaram ao TCE explicações sobre irregularidades em balancetes.

O desbloqueio foi autorizado pelo presidente em exercício da Corte de Contas, conselheiro André Carlo Torres Pontes.

Damásio Dias e Equipe Correio – interino

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